110 R, o Porsche da Skoda

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Olhando de relance, até parece um Porsche 911 e, de tabela, lembra o Karmann-Ghia TC brasileiro. Trata-se do tcheco Škoda 110, que é chamado de “Porsche tcheco”, pois tem o motor colocado na traseira, tração traseira, carroceria de duas portas e configuração 2+2 lugares. Foi apresentado ao público no Salão de Brno de 1970 e produzido até 1980, na AZNP, que pertencia à Škoda e, durante esses 10 anos, foram construídos 56.902 exemplares. Falar em Porsche é obviamente um exagero, mas o carrinho não deixa de ser interessante. A marca foi fundada em 1859 e desde 1991 pertence ao Grupo Volkswagen.

por Ricardo Caruso

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O desenvolvimento do 110 R, conhecido na República Tcheca como Erko, começou em 1966 e, em março de 1968, foi finalizado o primeiro protótipo, com a designação interna de Projeto S 718 K. Em março de 1969, depois de muitos testes com o primeiro protótipo, um segundo modelo foi construído, agora com dois carburadores e alternador, ao invés de dínamo. Devido a problemas políticos daquele país no final de 1970, somente 121 unidades foram produzidas.



Com base nos sedãs Škoda 100 e 110, o 110 R teve desenho muito semelhante, mas como explicamos antes, tem somente carroceria de duas portas e traseira “fastback”. Inicialmente tinha apenas dois faróis na dianteira, o que foi alterado em janeiro de 1973 para quatro faróis. Isso dava ao carrinho visual mais agressivo, que lembrava os automóveis de rali.

Na mesma época, as rodas jantes passaram de 14 para 13 polegadas. Em termos de dimensões, tem distância entre-eixos de 2400 mm, 4155 mm de comprimento, 1620 mm de largura e altura de 1340 mm, sendo 40 mm mais curto que os sedãs.


O Škoda 110 R foi o substituto do 1000 e 1100 MBX e utiliza a mesma mecânica, o motor Škoda 720, de 1.100 cm3, quatro cilindros em linha e válvulas no cabeçote, mas aqui com 62 cv a 5500 rpm. A alimentação de combustível era feita com dois carburadores Jikov 32 DDSR. Ao contrário dos Porsche, o 110 R é arrefecido a água e tem também um radiador de óleo. O motor está acoplado a uma caixa de câmbio manual de quatro velocidades.

Apesar da pouca potência, os números de desempenho até que não eram ruins para os padrões da época: chegava aos 145 km/h de velocidade final e acelerava de zero a 100 km/h em 18,5 segundos; o peso era de 835 kg. O sistema de freios usava discos Dunlop de 252 mm na frente e tambores na traseira, com circuito duplo.

O Škoda 110 R serviu também de base a vários automóveis de competição com algum sucesso, sendo o mais conhecido o 130 RS. Além deste, vários outros protótipos foram construídos, como o 180 RS, o 200 RS e o mais agressivo 2000 MI.


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