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O fabricante de caminhões que fez o carro mais rápido do mundo

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A Pegaso foi uma fabricante de caminhões e ônibus da Espanha, fundada em 1946 pela ENASA (Empresa Nacional de Autocamiones S.A.), quando esta adquiriu a antiga fábrica da Hispano-Suiza. Graças à grande procura de veículos de carga após o fim da Segunda Guerra, a produção aumentava cada vez mais e trazia bons ganhos financeiros, suficientes para arriscar o desenvolvimento de automóveis esportivos.


 
Assim, em 1951 chegou ao mercado o Pegaso Z-102, desenvolvido por Wifredo Ricart, com muitos anos de experiência na Alfa Romeo. O desenho, projeto e construção das carrocerias ficaram a cargo da italiana Carrozzeria Touring. Toda a carroceria é produzida em alumínio, o que ajuda o baixo peso, de apenas 450 kg. Fora a carroceria, todo o restante era produzido na fábrica da Pegaso, em Barcelona.

Havia vários motores à escolha, todos V8 com duplo comando de válvulas em cada cabeçote, 32 válvulas e sistema desmodrômico (a abertura e fechamento das válvulas é feita pelo comando), com cilindradas de 2.5, 2.8 e 3.2 litros.

O melhor motor, claro, era o 3.2V8, que com a ajuda de um compressor elevava a potência para os 360 cv. De acordo com alguns testes da época, esta última versão era capaz de atingir os 243 km/h de velocidade máxima, fazendo com que se tornasse o automóvel mais rápido do mundo.

A caixa de câmbio manual de cinco velocidades estava montada na traseira, para a melhor distribuição de peso, mas atrás do diferencial.



Além de um excelente esportivo, o Pegaso Z-102 também competiu em provas importantes, como a “24h de Le Mans” de 1953, assim como na Carrera Panamericana, no entanto, nunca obteve resultados marcantes.



Acredita-se que somente foram construídas 84 unidades, 54 na carroceria cupê e berinetta e 28 conversíveis, fazendo com que se torne um automóvel extremamente raro.



Infelizmente, em 1968 a Pegaso decidiu encerrar a produção de automóveis, para focalizar novamente na produção de veículos de carga. Em 1990, a Iveco adquiriu a Pegaso, sendo esta absorvida pela marca italiana, desaparecendo os modelos espanhóis nos quatro anos seguintes.



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