CCV: o Chrysler certo na hora errada

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Sabe aquela história batida de “o carro certo na hora errada”? Aconteceu com o Chrysler CCV (de Composite Concept Vehicle), que inicialmente foi apelidado maldosamente de “China Concept Vehicle”. Era um conceito criado pensando nos chamados “mercados emergentes”, maneira politicamente mais correta de se referir aos países do Terceiro Mundo. A ideia era com o ter uma produção mais barata e fácil nesses países, com preço de venda na casa dos US$ 6000. Além disso, a sua simplicidade construtiva fazia com que tivesse baixo custo de manutenção e as reparações fáceis, sem esquecer que era 100% reciclável.

Da Redação

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O desenho foi feito por Bryan Nesbitt, claramente inspirado no Citroën 2CV (o que existe de mais simples com quatro rodas, um motor e um volante que o simpático carrinho francês?), mas com uma releitura mais moderna. A curiosidade é que, o nome CCV pode ser lido como “dois C V” ou seja, “2CV”, mas não há registro de que isso foi proposital ou apenas uma muito feliz coincidência.

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O CCV tem dimensões reduzidas, mas é bastante alto, para poder transportar quatro passageiros. A sua carroceria era produzida em plástico PET moldado por injeção, com teto de lona que podia ser aberto, como no modelo francês. Os painéis da carroceria eram colados entre si e ao chassi, que era construído em aço. Tudo bastante resistente, devido à adição da resina “Impet Hi 430”, que foi produzida especificamente para o CCV. A estrutura tinha peso de apenas 95 quilos, e o peso total do carrinho era de 544 quilos.

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Para mover o CCV foi usado o motor Briggs & Stratton V-Twin arrefecido a ar, de 800 cm de cilindrada, com 25 cv e 4,9 mkgf de torque. A potência e torque eram enviados para as rodas da frente por meio de uma caixa de câmbio manual de quatro velocidades; a alavanca ficava na coluna de direção, para economizar espaço. A velocidade máxima era de pouco mais de 110 km/h e acelerava de zero a 100 km/h em 23 segundos. O consumo de combustível era baixo até para os padrões de hoje, com pouco mais de 20 km/litro.

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O desenvolvimento do CCV começou no final de 1993, comandado pelo genial Bob Lutz, em parceria com a Cascade Engineering e com cooperação da China para a sua produção. O projeto foi apresentado no Salão de Frankfurt de 1997, mas problemas logísticos com a produção dos painéis da carroceria, mais a racionalização da Chrysler após a compra desta pela Daimler-Benz, em 1998, fez com que o projeto fosse cancelado.

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Mesmo com o trabalho terminado, a Chrysler ainda fez algumas demonstrações com o CCV. Mesmo assim, nem tudo foi perdido, pois as técnicas utilizadas na produção dos painéis da carroceria foram aplicadas depois na produção das capotas para o Jeep Wrangler.

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Esse carro hoje, com propulsão elétrica, estaria perfeitamente adequados a muitos mercados, e não só ao surrado Terceiro Mundo. Vários exemplares do CCV e das carrocerias foram construídos, mas não se sabe quantos sobreviveram.


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