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A história não acabou: Christine, o Carro Assassino, vai a leilão

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Christine é o nome de um Plymouth Fury 1958, atração principal do filme de mesmo nome (no Brasil, “Christine, o Carro Assassino”) que prova que o verdadeiro mal pode assumir qualquer forma, em especial um carro da Chrysler. Quem se arriscaria a comprá-lo, mesmo nos dias de hoje, depois de tudo que foi mostrado no cinema?

Para os fãs do cinema de terror e entusiastas da marca, Christine é um filme de 1983, baseado na obra homônima de Stephen King, e realizado por John Carpenter. É a história de um Plymouth Fury de 1958 (produzido em 1957), batizado de Christine pelo seu primeiro dono, que está “vivo”, possuído por forças demoníacas (quem nunca teve um Dodge possuído pelo capeta?) e sem problemas em matar. Vinte anos após ter saído da linha de produção, e num estado de abandono, é comprado por um jovem que o recupera.

Christine, Plymouth Fury, 1958

 É o início de uma relação entre o jovem e o seu automóvel, cuja influência demoníaca da máquina cedo se apresenta. Com o decorrer da história, vemos Christine iniciar nova onda homicida, literalmente eliminando toda e qualquer ameaça ao seu novo e jovem dono; destaque para a capacidade de Christine em se recuperar dos danos sofridos durante as suas incursões criminosas.
Christine, Plymouth Fury, 1958

Este Plymouth Fury vai a leilão no próximo dia 10 de janeiro em Kissimmee, na Flórida, nos Estados Unidos da América, por meio da Mecum Auctions, é o único do filme que está documentado, e inclui registos de propriedade por parte da Polar Filmes e fotos do produtor Richard Kobritz e de alguns atores do filme com o carro. Este exemplar foi usado basicamente para filmagens em planos fechados.

Durante a produção do filme foram usados 23 automóveis Plymouth, entre o protagonista Plymouth Fury, assim como outros dois modelos contemporâneos da marca, Belvedere e Savoy.

Esta unidade foi alvo ainda de um trabalho de restauro aprofundado, residindo por baixo do capô um motor “small block” V8 Wedge, com carburadores dois duplos e coletor de admissão Offenhauser. A transmissão é automática TorqueFlite, e já tinha direção hidráulica e servo-freio. O rádio —a “voz” de Christine no filme, com excelente seleção de rocks dos anos 1950 para se comunicar— obviamente é apenas AM.

Christine, Plymouth Fury, 1958

Uma adição pós-filme é o adesivo (bumper sticker) que podemos encontrar no para-choques traseiro:  “Watch out for me, I am pure evil, I am Christine” que se traduz em algo parecido a “Tomem cuidado comigo, eu sou o mal puro, eu sou Christine”…

A casa leiloeira espera que este Plymouth Fury, ou melhor, o Christine, seja arrematado por um valor entre US$ 400 mil e US$ 500 mil.


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