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A morte de Stirling Moss, o maior campeão sem título

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A história de grandes pilotos da Fórmula 1 que não foram campeões é grande, e reúne nomes como François Cevert, Ronnie Peterson, Chris Amon, Carlos Pace e, claro, aquele que é lembrado por muitos como “o maior piloto que nunca venceu o Mundial de Fórmula 1”, Sir Stirling Moss. O britânico venceu 212 das 529 corridas em que participou em várias categorias do automobilismo, mas os deuses do automobilismo lhe negaram o campeonato da Fórmula 1.

Stirling Moss foi e será para sempre um dos maiores nomes da história da Fórmula 1 e do automobilismo mundial. Uma lenda que nos deixou aos 90 anos de idade.

“O meu maravilhoso marido não está mais connosco”, declarou à imprensa Lady Moss.“Morreu calma e pacificamente em casa, na sua cama. Quero dizer que considero ser a esposa mais sortuda por ter tido o melhor marido do mundo”.

Desde 2018 que Sir Stirling Moss —sempre muito participativo no mundo do automobilismo— não era visto em eventos públicos devido a complicações de saúde das quais nunca recuperou totalmente.

Em 2016, Moss passou 134 dias internado num hospital, devido a uma infecção no peito enquanto estava de férias em Singapura.

Moss começou sua carreira profissional em 1950 e ganhou fama ao vencer o Cmpeonato de Carros de Turismo na Inglaterra. A sua carreira na Fórmula 1 começou em 1951, campeonato onde venceu 16 GPs em 68 provas disputadas. Fora da Fórmula 1 também conheceu o lugar mais alto do pódio ao vencer corridas como Mille Miglia, Targa Florio e 12 Horas de Sebring.

A sua carreira terminou de forma repentina, após um grave acidente em Goodwood, no “Glover Trophy” de 1962. Em virtude desse acidente, Moss ficou mais de um mês em coma e, durante seis meses, com paralisia em algumas zonas do corpo.

Stirling Moss em Goodwood, de volta ao volante de uma das suas “Flechas de Prata”, na mesma pista que quase lhe tirou a vida.

Com o empo, se recuperou e, inclusive, continuou competindo em eventos históricos até já estar com idade avançada, onde era presença habitual.

Vice-campeão mundial de Fórmula 1 quatro vezes entre 1955 e 1961, o jovem Stirling Moss mostrou ao mundo que os títulos não são o único indicador de grandeza de um piloto. E um desses episódios aconteceu no GP de Portugal de 1958.

Stirling Moss perdeu o título da F-1 daquele ano para o seu compatriota Mike Hawthorn, depois de impedir junto da organização que Hawthorn fosse desclassificado, acusado de ter colocado o seu carro em funcionamento em sentido contrário da pista.

Para os comissários, Moss afirmou que a manobra do seu adversário foi feita na área de escape da pista e em total segurança, contrariando o que havia relatado um comissário de pista.

No final da temporada de 1958, perdeu o título por apenas 1 ponto. Perdeu o título, mas ganhou o respeito e admiração de todos os seus adversários e fãs do automobilismo. Será que isso se repetiria nos dias de hoje? Difícil.

De resto, todos são unânimes em afirmar que Stirling Moss foi um dos melhores pilotos de todos os tempos, rápido e técnico, que enfrentou nas pistas nomes como Jim Clark e Juan Manuel Fangio, entre outros. Só não foi campeão do mundo pelo menos uma vez pela sua teimosia em colocar os seus princípios de honestidade à frente das vitórias.

Ao longo da sua carreira, muitas vezes foi prejudicado pela sua determinação em conduzir para equips inglesas e privadas, 10 no total.

Em 2000, pelo seu exemplo humano e esportivo, foi ordenado cavaleiro pela rainha Elizabeth II: Sir Stirling Moss


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