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Acredite: um dia usaram leões no Globo da Morte

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A estupidez humana não tem limite, e a crueldade que os circos praticavam com animais é prova disso. Uma das barbaridades dentro desse tema de desrespeito para com os animais vem dos anos 1930, quando foi criado o Lion Motordrome, versão do Globo da Morte em que além dos automóveis e motos e seus motoristas arriscando o pescoço, eram incluídos leões como passageiros, treinados para ficarem no sidecar” , enquanto algum idiota ao volante levava o automóvel a grandes velocidades.


 
O “sidecar” era montado na lateral do automóvel, como nas motos. O maior problema é que os leões tinham de ser treinados para ficar quietos, pois um movimento brusco do animal seria desastroso para ambos. Obviamente que não era uma tarefa fácil, já que o leão é um animal carnívoro e andar àquelas velocidades poderia assustá-lo e levá-lo até a atacar alguém.


 
Claro que isso aconteceu. Inevitável, em 1938 um leão que pertencia a Joseph Dobish, dono do “Wildwood New Jersey’s Motordrome Wall of Death”, ficou irritado, escapou do “sidecar e matou um espectador. Marjorie Kemp, uma motorista nas exibições do Motordrome, foi atacada pelo menos quatro vezes durante a sua carreira.



Como se isto não fosse suficientemente perigoso, havia ainda outra variante do poço da morte, designada de “Race for Life”. Esta versão consistia em que enquanto os motociclistas davam voltas no globo, os leões eram libertados para atacar as motos.



O último Lion Motordrome esteve em atividade até 1964, quando um funcionário ficou com o braço preso na jaula do leão, batizado de King. Quando a polícia chegou ao local, infelizmente teve que abater o animal e assim chegou ao fim essa idiotice chamada de Lion Motordrome, que pertencia à família de Sonny Pelaquin, que ainda hoje é praticante do “Globo da Morte”.


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