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BLOODHOUND SSC INGLÊS QUER CHEGAR AOS 1600 KM/H

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Ao ver as primeiras fotos do Bloodhound SSC, a impressão é de que se trata de um foguete, e não de um veículo terrestre. E com razão, pois é este formato de foguete que é exibido no potótipo que acabou de ser mostrado na Inglaterra. Esse modelo pretende bater o recordé mundial de velocidade sobre terra em 2014, chegando às 1000 milhas por hora (1600 km/h), superando a marca estabelecida em 1997 de 1.227,986 km/h. Naquela época, foi alcançada pelo Thrust SSC. A sigla SSC indica, em inglês, Super Sonic Car. Nada mais justo, afinal se trata de veículos capazes de superar a velocidade do som, que ao nível do mar e à temperaura de 20ºC, é de 1.234,8 km/h.

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Vários dos protagonistas do recorde de velocidade sobre terra de 1997 voltaram ao trabalho com este novo SSC, já que Richard Noble é de novo o diretor do projeto, e o piloto da força aéra Andy Green tentará se manter no posto de único homem a bater a velocidade do som no solo. Esta verdadeira história de amor dos ingleses com os recordes de velocidade dura várias décadas.

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O Projeto Bloodhound nasceu dentro das escolas britânicas, e nas entranhas do SSC estão escondidos três motores diferentes, o maior deles uma turbina Rolls-Royce EJ200. É basicamente a mesma que usa o caça Eurofighter. O encarregado da adaptação da EJ200 é Colin Smith, diretor de engenharia e tecnología da Rolls-Royce. Um dos desafíos técnicos mais importantes do SSC é a captação de ar na altura do solo.

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 São 56 os técnicos da Rolls-Royce que estão trabalhando no projeto. Não é a primeira vez que a marca se envolve em quebras de recorde de velocidade, pois nos anos 1930 o primeiro deles foi estabelecido por Sir Malcolm Campbell Bluebird, com seu Type R “Bluebird”.

A turbina EJ200 oferecerá ao Bloodhound SSC até 90 kN de empuxo, porém este não é o único propulsor que equipa este veículo de terra supersônico, pois ele também leva um motor a gasolina V8 Cosworth de Fórmula 1, para poder ser manobrado em baixas velocidades, além de oura turbina, para chegar aos 120 kN, necessários para superar a velocidade do som na terra.

Com os três, a força total de impulso é de 21 toneladas. Outros dado impressionante: as rodas vão girar quatro vezes mais rápidas que as de um Fórmula 1, e por serem reforçadas, cada uma pesa 95 kg, feitas de alumínio sólido. Devem aguentar as 10.200 rpm, que irão gerar 50.000 forças G na perpendicular em relação ao solo.

O Bloodhound pesa 7,5 toneladas, mas a suspensão está pensada para suportar 30 toneladas devido à grande velocidade e downforce que deverá aguentar. A base do Bloodhound SSC é toda feita de aço, único material que pode suportar a abrasão da areia do deserto, onde o recorde tentará ser quebrado, a mais de 1.500 km/h. A carrocería está projetada para suportar até 12 toneladas de pressão por metro quadrado; na tentativa de quebra do recorde, essa será a força necessária contra romper o ar.

O pára-brisa é similar ao usado no Eurofighter e pode suportar o impacto de um pássaro de 800 g a 1.600 km/h. Em torno do cockpit, de onde Andy Green tratará de bater o recorde do mundo da velocidade, a temperatura rondará os 150ºC. Como acontecce com os aviões, o Bloodhound tem sistema misto de freios, e os flaps oferecem até 6 toneladas de força de frenagem, enquanto os pára-quedas acrescentam outras nove toneladas. Andy Green suportará acelerações entre +2G ey -3G, algo como desacelerar 100 km/h a cada segundo.


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