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Carros desaparecidos: os sete maiores mistérios

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Greatest Car Mysteries

Especuladores, amadores, comerciantes e outras pessoas que povoam o mundo dos carros antigos tentam encontrar esses carros há décadas. Motivo? O valor de cada um é inestimável.

Carros desaparecem no mundo todo. O Fusquinha do seu vizinho pode ser arrancado da garagem durante a noite. Os muscle cars dos anos 1960 são roubados das ruas todos os dias nos Estados Unidos, pos suas peças valem fortunas. Muitos desses carros que sumiram sem deixar sinal são rotineiramente desmontados ou levados em conteiners para bem longe. Nos Estados Unidos, veículos de todos os tipos ficam escondidos em garagens quando seu proprietário vai para alguma guerra, fica doente ou sem dinheiro. E por isso, muitas vezes eles simplesmente desaparecem e nunca mais são encontrados.

por Ricardo Caruso

Quando um carro é importante, único e reconhecível, no entanto, você espera que ele apareça eventualmente, em coleções, eventos e Salões. No entanto, alguns carros valiosos da liga principal desapareceram da história para sempre. AUTO&TÉCNICA traz sete dos maiores mistérios envolvendo carros que desapareceram dos últimos 80 anos. Confira.

A Chevrolet Waldorf Nomad

Embora hoje muitos carros possam estar armazenados em algum depósito da General Motors, mais ou menos esquecido, os carros-conceito, show cars ou dream cars das gerações anteriores tiveram destinos muito menos dignos, quase sempre reutilizados para outros projetos, ou apenas escrapeados. Alguns escaparam, comono quando gerentes de projeto e desenhistas fugiram com eles, ou funcionários de baixo escalão da GM apenas os desviaram da prensa.

Waldorf Nomad Concept

A General Motors começou sua excursão de carros-conceitos pelos Estados Unidos em 1954 pelo Motorama, no Hotel Waldorf-Astoria de Nova Iorque, incluindo a wagon Nomad baseada no Corvette. Foi o primeiro conceito de wagon da GM, e serviu como inspiração para a produção do Chevrolet Nomad 1955, um carro extremamente influente derivado do Bel Air. Apesar dos registros da GM, a história da Waldorf Nomad não é clara desde o início. Há relatos conflitantes sobre como ela foi construída, se havia mais de um e, acima de tudo, o que aconteceu com ela depois. Definitivamente havia pelo menos um em 1955, e depois há relatos de que foi pensada. Em meados dos anos 1970, a revista Motor Trend relatou que o carro estava guardado em um depósito em Newport Beach, Califórnia, mas nunca foi localizada. Há uma série de colecionadores muito sérios com foco nos carros da GM dos anos 1950 e 1960, e qualquer um assinaria fácil um cheque com sete dígitos por ela.

Bugatti Aerolithe 1935

Até que David Grainger começou a recriá-la cerca de uma década atrás, ninguém falava muito sobre a Bugatti Aerolithe, mas era um dos mais incríveis de todos os carros pré-guerra. Construída com o uso de magnésio na carroceria, era um verdadeiro esforço do tipo “eles-disseram-que-não-poderia-ser-feito”, como Grainger aprendeu mais tarde tentando criar uma liga bem leve de metal que pudesse ser trabalhada.

bugatti aerolithe | Автомобиль, Автомобили, Гараж

Como você não pode soldar magnésio (já que ele é inflamável e queima a mais de 5.600 graus), o Aerolithe original teve vários painéis de carroceria rebitados, o que se tornou marca registrada da Bugatti Type 57. Apesar de, ou talvez por causa do belíssimo desenho e construção chamativa, ela foi exibida em Londres e Paris duas ou três vezes em 1935, foi testada em 1936 e, então… sumiu. Não há nenhuma razão especial para pensar que ela sobreviveu, e a fábrica de Molsheim foi confiscada em 1940. Mas funcionários importantes, incluindo Pierre Veyron, estavam ativos na resistência francesa e a área não foi fortemente bombardeada na Segunda Guerra Mundial. Se ainda existir e for encontrada, é possível que seu preço chegue perto de nove dígitos. Uma réplica está na coleção de Jay Leno.

Ícone "Verificada pela comunidade"

Ferrari 375 MM 1953

A Ferrari construiu 26 desses carros com motor F1 V12 de 4,5 litros e 340 cv, entre 1953 e 1954, principalmente para competição. O F1 V12 poderia levar o carro a 290 km/h, quando o novo Corvette tinha 150 cv e motor de seis cilindros. Destes 26 carros, 26 são contabilizados (e quase todos sobrevivem). Mas um deles, o 0378AM, um Pininfarina Berlinetta, não é visto desde 1953, quando foi vendido para Enrico Wax, importador italiano da bebida favorita de Enzo Ferrari (whisky Johnnie Walker) e comprador de carros exóticos em série. A comunidade Ferrari tem quase certeza de que alguém, em algum lugar, sabe onde está. Mas também é possível que esteja em uma garagem em Gênova (seu último e único local conhecido) desde então os anos 1950. Valor hoje? Provavelmente perto de US$ 15 milhões.

O Bettencourt-Zupan Coupe

Este Mercury 1949 customizado marcou época entre os “rodders” americanos. Foi feito por Louie Bettencourt e passou por muitas oficinas até ficar pronto, inclusive frequentou a oficina de George Barris. Foi vendido para um certo Johnny Zupan nos anos 1960, que morreu num acidente. No final dos anos 1960, este carro já estava largado estava abandonado e fora de uso. Dean Jeffries, que trabalhava para o legendário George Barris (Jefrries foi quem decorou o Porsche 550 de James Dean), o herdou depois que Zupan morreu, e ele ficou do lado de fora de sua loja como enfeite até 1970, quando numa noite desapareceu.

Louie Bettancourt's 1949 Mercury - Kustomrama

Nenhum vestígio do Mercury jamais foi conhecido, embora algumas fotos tenham aparecido nos anos 1980, podendo aparentemente ser de depois de 1970. Muitos “rodders” estão convencidos de que ele ainda está por aí, em algum lugar.

1949 Mercury - Louie Bettancourt  Bettan10

Duesenberg SJ-506 1934

O Duesenberg SJ-506 1934 não é apenas um Duesenberg perdido; está entre os carros mais bonitos de todos os tempos. Um dos 36 Duesenbergs SJs superalimentados de fábrica, com 320 cv, foi encarroçado pela Carrosserie Franay, em Paris, como um cabriolet speedster; era um cupê conversível de duas portas com compartimento de bagagem traseiro. Depois de aparecer no Salão de Paris de 1934, foi vendido para Emile Beghain, que no ano seguinte seria o co-piloto de um Duesenberg em Le Mans. Ele o trouxe para sua casa na Argélia, onde permaneceu até que ele fugiu do país durante a guerra em 1962. Embora os relatos da Argélia tenham sido de que ele foi destruído e enterrado, nenhum vestígio dele ou qualquer peça foram vistos novamente.

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Aston-Martin “Goldfinger”

Se há algum carro que é sinônimo de “James Bond”, é o Aston-Martin DB5 do filme “Goldfinger”. Na verdade, eram quatro carros envolvidos: um carregado com dispositivos que acabaram sendo pesados ​​demais para acrobacias, um carro acrobático e dois carros posteriores para serem usados em eventos e promoções. O primeiro carro era, na verdade, um DB4, que a Aston-Martin converteu em um protótipo DB5 e emprestou para a produção do filme. Quando eles os receberam de volta, removeram todos os vestígios de seus equipamentos e adereços, e os revenderam; um colecionador devolveu a configuração de Bond nos anos 1970.

O relançamento do carro Aston Martin de James Bond | VEJA

Falando em remover todos os vestígios, em 1997 ele pertencia ao “empresário” da Flórida, Anthony V. Pugliese III, e é aí que fica interessante. Pugliese tinha seu DB5 segurado por US $ 4,2 milhões e o estava guardando em um hangar de aviões em Boca Raton, e por causa disso estava brigando com seu ex-cunhado Robert Luongo. Na noite de 18 de junho de 1997, um caminhão de reboque entrou no aeroporto; arrombou a fechadura do hangar, desligou o alarme e arrastou o carro para fora, deixando nada além de marcas de pneus no lugar.

Dado o longo histórico de fraudes de Pugliese, é razoável supor que ele acabou usando “pneus de concreto”, ou seja, teve o mesmo destino dos inimigos da máfia, descansando no fundo de algum lago. Como era de se esperar, houve uma investigação longa e nenhum rastro de delito foi encontrado, com a seguradora pagando a totalidade de US $ 4,2 milhões.

Há o mais leve cheiro de uma pista, sugerindo que o carro pode ter se dirigido para Boston, com um pequeno relato de que foi avistado numa lanchonete dois dias depois; um colecionador de Boston ouviu essa história. E só. Embora não valha realmente nada perto do valor segurado, é um dos maiores desaparecimentos de todos os tempos.

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O Porsche de James Dean

Em 30 de setembro de 1955, o ator/piloto James Dean morreu quando seu Porsche 550 Spyder bateu em um Ford Tudor, num cruzamento de estrada em Cholame, Califórnia. Enquanto o motor e algumas outras peças mecânicas foram vendidas, a carroceria e chassi do “Pequeno Bastardo” (que havia sido pintado por Dean Jeffries, de quem falamos antes) acabou ficando com George Barris, que tinha planos de restaurá-lo. Ele desistiu da ideia e mais tarde emprestou o carro para uma organização de segurança, que percorreu o país em campanhas contra acidentes.

James Dean Porsche Spyder 550 | Porsche 550 spyder, James dean, Fotos

O Porsche estava indo de Miami para Los Angeles em um conteiner trancado em 1960, quando de repente não estava mais; nunca chegou a Los Angeles e nunca mais foi visto novamente. Jamais houve uma indicação de seu paradeiro, além de uma história incrivelmente superficial recentemente. Obviamente, algo aconteceu, ele não estava indo por mar, então não caiu no mar, mas ninguém tem a menor ideia do que aconteceu. Barris era um hábil comerciante e mitos sugerem que ele estava envolvido nessa trama. Mas ele morreu e a história foi enterrada com ele.

Encontrado o câmbio do Porsche de James Dean – AUTO&TÉCNICA

Qualquer Porsche 550 Spyder é muito valioso, e quando são vendidos, beiram os US$ 4 milhões ou US$ 5 milhões, e ainda há poucos dias o câmbio do carro de Dean foi encontrado. Em algum lugar do caminho entre Los Angeles e Miami, o Porsche de James Dean ainda deve estar escondido, talvez sepultado no deserto e esquecido e, quem sabe algum dia, alguém com muita sorte vai encontrá-lo.


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