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Citroën e Peugeot querem voltar aos Estados Unidos

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Carros europeus não são muito bem aceitos no mercado americano, fora os modelos alemães de luxo (Mercedes, BMW e Audi). A Fiat penou para emplacar o 500 por lá e agora briga para voltar a vender a marca Alfa Romeo. Um dos problemas dos europeus é o tamanho dos carros e motores. Os modelos da europa em geral são pequenos no tamanho e na cilindrada, e os americanos preferem carros enormes e motores idem. Afinal, não tem problemas com ruas estreitas, vagas apertadas e gasolina cara. Outra preocupação dos americanos é em relação à emissão de poluentes, maior nos carros europeus.

Mas é o mercado onde todos querem atuar. Desde 1991, por exemplo, que carros das marcas do grupo PSA (Citroën e Peugeot) não estão à venda no mercado norte-americano, após a entrada naquele ano de normas mais rígidas de emissões e segurança nos Estados Unidos e Canadá. Foi ali que acabou a trajetória do Citroen XM e do Peugeot 405, embora a Citroen estivesse, oficialmente, fora daquele mercado desde 1974. A partir daí, e até ao início dos anos 1990, era a empresa CX Auto era responsável pela importação e adaptação dos automóveis ao mercado local. Verdadeiras raridades.

A situação da Peugeot não era tão precária nos Estados Unidos e Canadá, mas a marca se mostrou incapaz de vencer na guerra de preços contra os fabricantes norte-americanos e japoneses. A entrada das normas de emissões e segurança foi, naquela altura, o golpe de misericórdia para a Peugeot na América do Norte.

Agora a PSA planeja o regresso a aquele mercado, algo que faz parte de seu objetivo de ter uma linha menor de produtos mas que tenha aceitação em nível global. Sem contar a nova oferta para o segmento premium, que irá nascer com a efetiva e total independência que a DS vai ter em relação à Citroen, tornando-se uma marca nova. Além disso, a entrada em cena da nova linha de motores Euro6, mais ecológica, que também vai ajudar a ultrapassar as barreiras existentes para a entrada no mercado norte-americano.

Outros dados estão contribuindo para esta reentrada da PSA nos Estados Unidos, como a cada vez maior aposta de outras marcas européias naquele mercado. O fato de que o mercado americano acena com perspectivas de continuar dando lucro nos próximos anos é essencial para este “ataque europeu”, que também se beneficia com a instabilidade dos “Big Three” de Detroit (Ford, Chrysler e GM), já que os principais construtores americanos perderam parte de sua ousadia. E, além disso, o mercado americano é hoje mais aberto ao investimento estrangeiro que antes, o que torna mais fácil o investimento naqueles países.

Não será uma tarefa fácil superar a legislação e características do mercado americano. Para conquistar o consumidor, é preciso carros de qualidade, preços atraentes e muita publicidade direta, e isso não é o tipo de gasto que a PSA gosta de praticar, ou não tem dinheiro para fazer. E paga caro por isso em vários outros mercados, inclusive aqui.


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