Auto&Técnica | Desde 1995, 23 anos de boas notícias.

Curiosidade: 2,2 km e 42 kg de fios num SUV

Compartilhe!

A parte eletro-eletrônica dos carros, cada vez mais relevante, leva a números assombrosos. Você sabia que o SUV SEAT Ateca, do Grupo Volkswagen, tem embarcado pelo menos  de 2,2 km de fios que pesam 42 kg?

A marca espanhola SEAT desapareceu do Brasil há anos, mas é hoje uma das mais importantes do Grupo Volkswagen na Europa. Não há economia nos carros da SAET: uma complexa rede de fios e cabos, de mais de 2,2 km, percorre o SEAT Ateca, como se fosse uma série de artérias, veias e capilares do corpo humano. Esta eletrônica toda permite que o veículo responda em milésimos de segundo quando se ativa qualquer uma das suas funções.

O SEAT Ateca têm mais de 1.350 fios e cabos que, se fossem colocados em linha reta, percorreriam mais de 2.200 metros, comprimento semelhante ao de uma pista de aeroporto. Os cabos ramificam-se em mais de 30 circuitos que “garantem praticamente todas as funções de um carro e transferem energia de um lugar para outro, como acontece com o sangue que circula pelo corpo”, afirma Pedro Manonelles, engenheiro do Centro Técnico da SEAT. A parte do painel frontal é a área do veículo onde está concentrada a maior parte da fiação. Mais de 200 cabos passam por aqui, formando ramos com mais de 4 centímetros de espessura.

O modelo conta com até 100 sensores e quadros de distribuição. Estes dispositivos, capazes de interagir entre si, funcionam de forma semelhante ao corpo humano. Tal como o cérebro envia um sinal para a mão se mover e esta obedece, este sistema “permite ativar funções como o controle de estabilidade, a proximidade de uma vaga de estacionamento, os modos de condução, o som ou o detector de ponto cego”, explica o especialista.

O peso do “chicote” do Ateca é ligeiramente superior a 40 kg. “O cobre é o material mais utilizado para a condução elétrica, mas a sua elevada densidade, superior à do ferro, obriga-nos a otimizar a sua utilização para reduzir o peso tanto quanto possível”, afirma Manonelles. Além disso, o tamanho de cada cabo também conta e a sua espessura varia de um milímetro a pouco mais de um centímetro.

Três anos de desenvolvimento é o tempo que uma equipe de 20 engenheiros leva para definir a rota dos cabos, distribuição de energia e transmissão de dados entre quadros de distribuição e sensores. “Trabalhamos em conjunto com os projetistas, desde os primeiros esboços até ao início da produção. O desafio é não comprometer o projeto ou a funcionalidade do sistema elétrico”, diz o especialista.

Assistentes como o detector de ponto cego são exemplo de como funciona a eletrônica do automóvel. Quando o motorista aciona a alavanca do pisca com o dedo, um sinal passa da unidade de controle principal para os radares traseiros em milésimos de segundo. Se houver um veículo no ângulo morto que o motorista não consiga perceber, os radares irão detecta-lo e serão responsáveis por ativar e enviar uma luz de aviso ao espelho retrovisor. Graças a este aviso, o sabe quando pode ou não mudar de faixa de rodagem.

A década de 1990 foi um período-chave no desenvolvimento da eletrônica de consumo, e o automóvel também evoluiu com circuitos eletro-eletrônicos cada vez mais complexos. Hoje, em alguns modelos SEAT, existem mais de 12.000 combinações de fios únicos, número que poderá aumentar no futuro.

 

 


Compartilhe!
English English Français Français Deutsch Deutsch Italiano Italiano Português Português Español Español