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Curiosidade: 2,2 km e 42 kg de fios num SUV

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A parte eletro-eletrônica dos carros, cada vez mais relevante, leva a números assombrosos. Você sabia que o SUV SEAT Ateca, do Grupo Volkswagen, tem embarcado pelo menos  de 2,2 km de fios que pesam 42 kg?

A marca espanhola SEAT desapareceu do Brasil há anos, mas é hoje uma das mais importantes do Grupo Volkswagen na Europa. Não há economia nos carros da SAET: uma complexa rede de fios e cabos, de mais de 2,2 km, percorre o SEAT Ateca, como se fosse uma série de artérias, veias e capilares do corpo humano. Esta eletrônica toda permite que o veículo responda em milésimos de segundo quando se ativa qualquer uma das suas funções.

O SEAT Ateca têm mais de 1.350 fios e cabos que, se fossem colocados em linha reta, percorreriam mais de 2.200 metros, comprimento semelhante ao de uma pista de aeroporto. Os cabos ramificam-se em mais de 30 circuitos que “garantem praticamente todas as funções de um carro e transferem energia de um lugar para outro, como acontece com o sangue que circula pelo corpo”, afirma Pedro Manonelles, engenheiro do Centro Técnico da SEAT. A parte do painel frontal é a área do veículo onde está concentrada a maior parte da fiação. Mais de 200 cabos passam por aqui, formando ramos com mais de 4 centímetros de espessura.

O modelo conta com até 100 sensores e quadros de distribuição. Estes dispositivos, capazes de interagir entre si, funcionam de forma semelhante ao corpo humano. Tal como o cérebro envia um sinal para a mão se mover e esta obedece, este sistema “permite ativar funções como o controle de estabilidade, a proximidade de uma vaga de estacionamento, os modos de condução, o som ou o detector de ponto cego”, explica o especialista.

O peso do “chicote” do Ateca é ligeiramente superior a 40 kg. “O cobre é o material mais utilizado para a condução elétrica, mas a sua elevada densidade, superior à do ferro, obriga-nos a otimizar a sua utilização para reduzir o peso tanto quanto possível”, afirma Manonelles. Além disso, o tamanho de cada cabo também conta e a sua espessura varia de um milímetro a pouco mais de um centímetro.

Três anos de desenvolvimento é o tempo que uma equipe de 20 engenheiros leva para definir a rota dos cabos, distribuição de energia e transmissão de dados entre quadros de distribuição e sensores. “Trabalhamos em conjunto com os projetistas, desde os primeiros esboços até ao início da produção. O desafio é não comprometer o projeto ou a funcionalidade do sistema elétrico”, diz o especialista.

Assistentes como o detector de ponto cego são exemplo de como funciona a eletrônica do automóvel. Quando o motorista aciona a alavanca do pisca com o dedo, um sinal passa da unidade de controle principal para os radares traseiros em milésimos de segundo. Se houver um veículo no ângulo morto que o motorista não consiga perceber, os radares irão detecta-lo e serão responsáveis por ativar e enviar uma luz de aviso ao espelho retrovisor. Graças a este aviso, o sabe quando pode ou não mudar de faixa de rodagem.

A década de 1990 foi um período-chave no desenvolvimento da eletrônica de consumo, e o automóvel também evoluiu com circuitos eletro-eletrônicos cada vez mais complexos. Hoje, em alguns modelos SEAT, existem mais de 12.000 combinações de fios únicos, número que poderá aumentar no futuro.

 

 


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