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De olho nos SUVs e picapes, GM vai tirar vários modelos de linha e fechar fábricas

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Como fez a Ford há poucos dias, a General Motors vai reduzir drasticamente a sua lista de produtos oferecidos nos Estados Unidos e Canadá e acabará com a produção de oito dos seus modelos. 

A Chevrolet não confirma, mas alguns dos modelos citados acima podem continuar a ser vendidos como veículos importados nos Estados Unidos. Os modelos da Cadillac e Buick são os mais cotados, pois têm sua produção atualmente concentrada na China e podem ser levados para o mercado norte-americano, como já se faz  com alguns modelos da Buick. O elétrico Volt será descontinuado sem sucessor, assim como o Impala e o Cadillac XTS.

Já o Chevrolet Cruze, tal como aconteceu com o Ford Focus, deixará o mercado norte-americano sem sucessor. O seu lugar no mercado será parcialmente preenchido pelos SUVs Tracker, que já tem nova geração em testes nos Estados Unidos, e pelo Equinox (ambos produzidos no México).
 
Pelo menos a médio prazo, esta readequação da linha GM não deve afetar os modelos Chevrolet vendidos no Brasil.
 

Além disso, a GM anunciou ainda que vai fechar fábricas e reduzir postos de trabalho. Em comunicado publicado no seu site oficial (aqui), a General Motors afirmou que esta é a forma de se tornar mais rentável, ajustando-se à evolução na sua área de negócio. Assim, a empresa vai reduzir a produção e os postos de trabalho, e deixar de fabricar os modelos que citamos acima. É um plano que deverá permitir poupança anual de cerca de US$ 6 bilhões de dólares.

Além das instalações em Gunsan, na Coreia do Sul -a empresa já tinha anunciado o seu encerramento antes- a GM anunciou que irá fechar quatro fábricas nos Estados Unidos (em Detroit, Maryland, Michigan e Ohio), uma no Canadá (em Oshawa, Ontario) e duas outras fora da América do Norte (não especificando onde).

 
lg“As medidas que estamos tomando fazem parte da nossa transformação para sermos ágeis e rentáveis, ao mesmo tempo que nos dão flexibilidade para investir no futuro”, afirmou Mary Barra, CEO da GM, em comunicado. “Reconhecemos a necessidade de nos anteciparmos às mudanças nas condições de mercado e das preferências dos clientes para posicionar a nossa empresa para o sucesso a longo prazo”.

As pressões de custos sobre a GM e fornecedores têm aumentado devido à queda na procura de automóveis tradicionais e aos custos associados às tarifas criadas por Donald Trump sobre o aço e o alumínio. Entretanto, o presidente dos Estados Unidos exprimiu a sua indignação, tendo telefonado para Mary Barra para protestar; também o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau lamentou a estratégia da empresa norte-americana.


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