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De Tomaso: o que sobrou da fábrica italiana

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Até Elvis Presey teve um. O De Tomaso pantera, carro que unia desenho italiano com mecânica norte-americana, teve 7260 unidades produzidas de 1971 a 1992. Hoje, a fábrica de Modena, na Itália, está totalmente deteriorada, pois ficou abandonada após a extinção da marca.

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Tudo começou em 1955, quando chegou à Itália um jovem argentino, Alejandro De Tomaso, com o sonho de desenvolver carros de competição. De Tomaso chegou a participar do Mundial de Fórmula 1 como piloto, primeiro com uma Ferrari 500 e mais tarde ao volante de um Cooper T43, mas o foco rapidamente se virou única e exclusivamente para a produção de carros de competição.

Para isso, De Tomaso abandonou a carreira no automobilismo e, em 1959, fundou a De Tomaso, na cidade de Modena. Começando pelos protótipos de competição, a marca desenvolveu o seu primeiro carro de Fórmula 1 no início dos anos 1960, antes de lançar também o primeiro modelo de produção –o De Tomaso Vallelunga– em 1963, com motor Ford de 104 cv e apenas 726 kg, graças à carroceria de fibra de vidro.

Depois, seguiu-se o De Tomaso Mangusta, um superesportivo com motor V8, que abriu caminho para o mais importante modelo da marca, o De Tomaso Pantera. Lançado em 1971, o esportivo combinava o elegante desenho italiano (obra do norte-americano Tom Tjarda, da Ghia) com motores norte-americanos (Ford). O resultado? 6.128 unidades produzidas em apenas dois anos.

Entre 1976 e 1993, Alejandro De Tomaso foi também proprietário da Maserati, tendo sido responsável –entre outros– pelo Maserati Biturbo e também a terceira geração do Quattroporte. Já em pleno século XXI, a De Tomaso voltou-se para os veículos off-road, mas sem sucesso.

Com o falecimento do seu fundador em 2003 –e também devido a problemas financeiros– a marca italiana fechou em definitivo no ano seguinte. Desde então, entre vários processos jurídicos, a marca De Tomaso tem passado de mão em mão, mas sem recuperar o prestígio que outrora teve.

Como podemos ver nas imagens, o legado da histórica marca italiana não está sendo preservado da forma que merecia. Documentos, moldes de carrocerias e outros componentes apodrecem no que era a fábrica de Modena. Deveriam estar num museu…


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