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DIA DO ROCK: ELVIS E O DE TOMASO BALEADO

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Elvis e o Pantera, antes dos tiros.

No Dia do Rock, nada mais justo do que lembrarmos de seu Rei, Elvis Presley. Essa majestade ninguém discute, e o mais interessante é que o cantor gostava na mesma proporção de música (é claro), mulheres, carros e armas. A orden vaiava conforme o seu humor. Teve centenas e centenas de carros em sua garagem, e foi o maior comprador particular de Cadillac de todos os tempos. Por isso, existem muitas histórias interesantes entre o Rei e os automóveis. Essa que vamos contar é mais uma delas.

Em 1971 Elvis estava livre de Priscilla, namorava Linda Thompson e e resolveu presenteá-la com um carro. Escolheu um DeTomaso Pantera 1971 amarelo, equipado com motor de 351V8 de 265 cv e câmbio ZF de cinco marchas. Carros demais para a garota. Era o que os americanos chamavam na época de modelos híbridos, ou seja, carrocería de algum outro país (Itália, nesse caso) e motor americano.

O volante, perfurado por um dos tiros.

A DeTomaso –que acabou de pedir falência- era uma empresa italiana fundada pelo argentino Alejandro DeTomaso, e o Pantera era um esportivo com motor Ford projetado por Tom Tjaarda (americano de Michigan). A idéia era boa: um carro com desenho agressivo e performance igual ou melhor que uma Ferrari, e usando peças comuns de carros Ford. Quase um Ford GT40 de rua.

Os Pantera eram vendidas em concessionárias Ford no mercado americano e, detalhe curioso, usavam o mesmo volante do Ford Capri inglês, por conta da legislação americana referente ao diâmetro dos volantes. Elvis pagou US$ 2.400 pelo Pantera amarelo de Linda Thompson.

Esse carro se tornou um dos mais famosos automóveis de Elvis. O cantor recebeu o carro em Graceland e chamou Linda para lhe dar o presente. Mas o esportivo simplesmente se recusou a funcionar. Pavio curto, o cantor sacou sua Walther PPK automática e deu três tiros no carro, enquanto rogava pragas e mais pragas sobre DeTomaso, carros italianos, quem lhe vendeu o carro e sobre ele mesmo.

Um de seus seguranças sentou ao volante, deu a partida e o motor pegou. Elvis mandou guardar o carro –com os três buracos de bala- e comprou um Cadillac para Linda, que pelo menos pegava de primeira. O Rei do Rock usou o carro por algum tempo, sem se preocupar em arrumar o estrago.

 

Os três tiros não fizeram grandes danos. Um atravessou a porta e foi consertado por um dos donos depois de Elvis. Os outros dois pegaram no volante de Capri, um de raspão e outro perfurou o volante, e lá ficou.

Logo Elvis se desfez do carro, e ele passou de mão em mão. Após a morte do cantor, tudo o que ele tocou passou a valer ouro, e o Pantera acabou sendo vendido por US$ 1 milhão, antes de ser comprada por Bob Petersen e fazer parte do acervo do impressionante Petersen Museum, de Los Angeles.

A Pantera não foi restaurada e se encontra com a pintura ainda original (fora a porta concertada). O interior também permanece como saiu de fábrica, exceto pelo forro da porta esquerda, que foi trocado devido ao tiro que tomou. O mais interesante é o volante, que continua exibindo as duas marcas de bala.


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