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Dieselgate: Bosch é acusada nos Estados Unidos

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Ainda na esteira do “Dieselgate” da Volkswagen, prestes a completar um ano, a história começou a resvalar onde se esperava: na Bosch, fornecedora do equipamento fraudador. Na semana passada a Bosch foi acusada na Justiça pelos proprietários norte-americanos de veículos Volkswagen envolvidos no caso da polêmica das emissões poluentes de NOx de ser cúmplice da outra montadora alemã no desenvolvimento dos sistemas que permitiam a manipulação dos testes. A Bosch defende-se agora, rejeitando todas as acusações, as quais rotula, é claro, de “aleatórias e infundadas”.

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Na acusação feita pelos proprietários dos veículos, entregue na semana passada num tribunal de San Francisco, são exibidas provas obtidas pelos clientes de que 38 funcionários da Bosch teriam colaborado com a Volkswagen no desenvolvimento de tecnologia para a manipulação das emissões de NOx, mas a fabricante de componentes e de software recusa essa tese também numa resposta judicial.

Na sua defesa, a Bosch pediu ainda que os nomes dos 38 responsáveis que são acusados não sejam tornados públicos, hipoteticamente numa forma de proteger as suas carreiras no caso de não serem considerados culpados de qualquer procedimento ilegal. Fica a duvida: e se forem realmente culpados?

Este caso teve início em setembro de 2015, quando as autoridades norte-americanas detectaram em motores diesel EA189 do Grupo VW um software que permitia ao motor reconhecer quando estava sendo testado (limitando as emissões de poluentes) ou rodando sem estar sendo avaliado. O Grupo Volkswagen assumiu, então, que aquele software estava equipando cerca de 11 milhões de veículos em nível mundial, sendo que a maior parte –8,5 milhões– estava na Europa. No Brasil, a Amarok faz parte da lista da fraude.

Desde então, a marca já iniciou os processos de resolução técnica nos modelos europeus e, nos Estados Unidos, chegou a acordo para as indenizações de 482 mil proprietários, além de contribuir para fundos de proteção ambientais num total de quase US$ 18 bilhões.

A Bosch, por sua vez, sempre tentou se manter afastada do caso, mas é a fornecedora dos sistemas de controle eletrônico, sendo a Volkswagen apenas um dos clientes entre as diferentes marcas para que fornece. A Bosch garante que os componentes entregues estão dentro da legalidade e que cada marca tem liberdade depois para gerir os seus parâmetros de desempenho e emissões.

Não há, até agora, nenhum grande indício de responsabilidade da Bosch neste caso. Até agora.


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