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Dinheiro público: VW investigada na Europa

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A Comissão Européia abriu investigação detalhada nos planos de financiamento público português à fábrica Volkswagen Autoeuropa, no montante de US$ 45,5 milhões, para verificar se isso é compatível com as regras européias.

Em junho, Portugal notificou a Comissão Européia, que fica em Bruxelas, na Bélgica, planos de apoio à introdução de nova tecnologia de produção de carros na filial da Volkswagen localizada em Palmela, Setúbal. A tal tecnologia é a Modularer Querbaukasten (MQB), que tenta aumentar a flexibilidade da produção de modelos de automóveis de passageiros da marca.

Portugal informou à Comissão em junho do seu plano de financiar a Volkswagen Autoeuropa, cujo investimento total ascende a US$ 850 milhões. Em contrapartida, a Autoeuropa quer criar 500 postos de trabalho entre 2014 e 2019.

“A Comissão considera bem-vindas ajudas para viabilizar projetos de investimento em regiões desfavorecidas. Mas temos que ter garantias de que o uso do dinheiro dos contribuintes é reduzido ao mínimo necessário para que o investimento se faça. Temos também que estar particularmente atentos às ajudas estatais a setores que enfrentam excesso de capacidade ou outros problemas estruturais, em que essa ajuda estatal pode significar distorção da concorrência na Comunidade”,  afirmou em comunicado o vice-presidente da Comissão Européia, Joaquin Almunia.

A investigação preliminar de Bruxelas revelou que a quota de mercado da Volkswagen
excede os 25%, e é essa a razão para que esta investigação seja aprofundada. A Comissão diz estar preocupada com o fato deste incentivo poder ser maior do que o permitido pelas regras européias.

No último dia 31 de março, na cerimônia de formalização da intenção de investimento da Volkswagen Autoeuropa, o responsável pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal adiantou que este investimento visava “duplicar a capacidade de produção e exportação” da fabricante.

Em setembro, a unidade de Palmela reduziu a produção diária de 510 para 480, após seis dias de paralisação para ajuste de estoques.


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