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Do Chile: combustível sintético da Porsche/Siemens é compatível com os motores atuais

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Segundo Frank Walliser, diretor da Porsche Motorsport, os novos combustíveis sintéticos serão compatíveis com os motores já existentes. Como já tínhamos publicado no ano passado, a Porsche se prepara para produzir, em conjunto com a Siemens Energy, combustíveis sintéticos no Chile, já a partir de 2022. Outras marcas estão buscando parcerias e fazendo estudos nesse sentido.

por Ricardo Caruso

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Walliser reafirmou a aposta da marca nos combustíveis sintéticos, durante a apresentação do novo 911 GT3: “Estamos no caminho certo, com os nossos parceiros da América do Sul. Em 2022, será num volume muito, muito pequeno de comsbustível sintético para os primeiros testes”.

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O combustível sintético vai ajudar a Porsche, por xemplo, a manter modelos como o 911 em plena atividade.

Sobre este projeto, o executivo da Porsche declarou: “É um longo caminho com enormes investimentos, mas temos certeza de que essa é uma parte importante do nosso esforço global para reduzir o impacto do CO2 no setor dos transportes”.

Esta é a maquete da fábrica onde a Porsche e a Siemens Energy vão produzir combustíveis sintéticos a partir do ano que vem.

No ano passado foram apresentados os planos para esta unidade de produção de combustíveis sintéticos no Chile, agora Walliser veio explicar que tipo de motores poderão usar estes combustíveis.

Segundo ele, “a ideia geral por trás destes combustíveis sintéticos é de que não haja necessidade de nenhuma mudança no motor, e ao contrário do que vimos com os E10 e E20 todos podem usá-lo, e estamos fazendo testes com as especificações normais do combustível vendido nos postos”. Além disto, Walliser ressaltou que estes combustíveis não têm impacto no desempenho dos motores, limitando-se a reduzir as emissões.

Os combustíveis sintéticos têm de oito a 10 componentes na sua fórmula, enquanto os combustíveis atuais, de origem fóssil, têm entre 30 e 40 componentes. Ou seja, esse número muito inferior de componentes deverá significar também menores emissões de partículas e de NOx.

Ao mesmo tempo, Walliser relembrou que “como é um combustível sintético artificial, não temos subprodutos, e numa escala total esperamos redução no impacto do CO2 de cerca de 85%”.

Considerando tudo isto, fica claro que os combustíveis sintéticos podem ser a última chance de sobrevida dos motores a explosão.


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