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E O PASSAT CHEGOU AOS 40 ANOS…

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Lançado em 1973, o Volkswagen Passat chega aos 40 anos de existência acumulando 20 milhões de unidades vendidas. O Passat é um dos modelos com maior prestígio dentro do segmento dos carros médios familiares. Esse status é fruto de uma trajetória que celebra agora 40 anos. E para comemorar esta data histórica, a antiga “marca do povo” juntou as cinco gerações do modelo numa foto para a posteridade.

Tudo começou há 40 anos, no o ano de 1973, quando a Volkswagen lançou o primeiro Passat, seu primeiro carro arrefecido a água, modelo que se tornou sucesso de vendas, que dura até aos dias de hoje. Contribuíram para isso o desenho de Giorgio Giugiaro, a qualidade de construção e a conhecida robustez alemã, e assim modelo vendeu até 1980 mais de 2.5 milhões de unidades.

O resto é história, inclusive no Brasil. Tração dianteira e nas quatro rodas, uma linha ampla de motores –que foi de quatro a oito cilindros- desenho sempre atual e a fama de ser um carro familiar por excelência. Uma receita simples mas de difícil execução, e que 40 anos depois ainda está sendo aperfeiçoada.

O Passat se situa hoje entre o Golf/Jetta e o Phaeton na atual linha de produção da VW. Produzido na fábrica da VW em Emden, Alemanha, é normalmente chamado de Passat nos mercados europeus, mas recebeu vários outros nomes tais como Dasher, Santana e Quantum, particularmente em mercados das Américas.

O carro sempre foi um dos modelos mais importantes da Volkswagen. Sua introdução em 1973 foi decisiva, pois as vendas do Fusca estavam caindo, e os outros modelos maiores de tração traseira/motor “a ar” -como o 411 e 412- não estavam se saindo bem no mercado.

Depois da aquisição da Audi pelo grupo Volkswagen em 1964, a Volkswagen pode usar a recém adquirida engenharia necessária para desenvolver um carro de tração dianteira com motor arrefecido a água, e assim o Passat e o Golf (1976) foram os primeiros de uma nova geração de Volkswagen. De fato, o primeiro Passat foi baseado no Audi 80, permitindo que ele competisse de igual para igual com seus rivais europeus, diferente dos seus antecessores com motor traseiro “a ar”. Até 2007, o Passat seguiu como um dos modelos mais vendidos e mais lucrativos da Volkswagen em quase todos os mercados.

NO BRASIL

O Passat original, plataforma “B1”, foi lançado na Alemanha em 1973 modelo 1974, como um dois volumes e meio médio de duas, três, quatro ou cinco portas (e posteriormente uma versão wagon de quatro portas). Era apenas uma versão do sedã Audi 80, lançado um ano antes. Nunca foi produzida uma versão sedã nessa geração do Passat, de modo que os modelos Audi e Volkswagen tinham carrocerias diferentes e não competiam diretamente. Porém, visualmente, pouca coisa além da grade diferenciava o Passat (desenhado por Giorgetto Giugiaro) e o Audi 80. A versão européia estava disponível com faróis hexagonais ou redondos, dependendo das especificações do modelo.

No Brasil o Passat surgiu em 1974, um ano depois da versão européia, mas apenas na carroceria fastback, versões standard e L e com motor 1.5. A sua primeira carroceria no Brasil foi a de duas portas. Em 1975 foi lançada a carroceria de quatro portas e as versões LM e LS. Em 1976 foi lançado o três portas assim como a versão esportiva TS, de duas portas, com motor 1.6 e carburador Solex importado da Alemanha.

A carroceria de cinco portas, lançada em 1977, foi uma das fabricadas no Brasil, mas era voltada para exportação, sendo extremamente rara e desconhecida de muitos brasileiros, embora tenha vendido bem na America Latina, África e Europa juntamente com a versão wagon de quatro portas, essa jamais existente no Brasil.

Em 1978 foram lançados os modelos LSE, com quatro portas, mecânica do esportivo TS e encostos de cabeça no banco traseiro, e o Surf, destinado ao público jovem mas que disfarçava uma tentativa de fazer um modelo mais barato sem aspecto espartano. Em 1979 o Passat brasileiro ganhou nova dianteira, herdada do Audi 80 fabricado de 1976 a 1978, e também novos pára-choques, com desenho mais reto e robusto. Em 1981 a maior mudança visual do Passat brasileiro foram os piscas traseiros, que passam a ser na cor âmbar (que antes eram usados apenas para exportação) em vez de totalmente vermelhos.

Em 1983 o Passat passou a ter quatro faróis retangulares situados em molduras, o TS foi rebatizado de GTS e surgiu a versão GLS. No ano seguinte todas as versões ganharam “nomes” complementares às versões. Começava com uma versão básica chamada Special, o LS recebe o nome Village, o GTS vira GTS Pointer (logo em seguida com motor 1.8 do Santana), e o LSE era LSE Paddock. Para 1985 o Passat ganhou pára-choques envolventes (semelhantes aos que viriam a ser usados no Gol dois anos depois) e novas lanternas traseiras frisadas; deixaram de ser fabricadas as versões de três portas e o LSE. Em 1988,  o Passat deixou de ser fabricado no Brasil.

No Brasil, foi o pioneiro no uso da correia dentada. Tinha suspensão dianteira McPherson e radiador selado. O motor produzia 65 cv líquidos (78 brutos) e foi ampliado para 1.6 em 1976 no modelo TS. O motor maior desenvolvia 80 cv líquidos (96 brutos). O Passat de quatro portas foi muito exportado para o Iraque entre 1983 e 1986, onde muitos ainda rodam, com suas combinações de cores diferentes, quatro faróis retangulares, motor 1.6 a gasolina, ar condicionado e câmbio de quatro marchas. Este Passat ficou conhecido aqui como “Passat Iraque”, e foi também montado na Nigéria.

No Brasil, os Passat originais receberam inúmeros aprimoramentos da linha seguinte, a B2 (Santana), como os motores AP 1.6/1.8 e o câmbio de cinco marchas.

A SEGUNDA GERAÇÃO

Na Europa, a segunda geração do Passat, bastante reestilizada, foi lançada em 1981 como modelo 1982. A plataforma, chamada de B2, teve a área  traseira aumentada. O carro foi lançado como Quantum (toda a linha) na América do Norte em 1882; como Santana (sedã) e Quantum (wagon) no Brasil, em 1984; Corsar, no México de 1985 a 1988, e Passat na África do Sul até 1987.

O nome Santana foi usado também na Europa para o sedã até o início de 1985, o que poderia sugerir que a Volkswagen planejava desenvolver uma outra linha a partir dele. A série recebeu uma pequena reestilização naquele ano, com o sedã compartilhando a mesma frente e traseira do resto da linha. A motorização (ainda quatro cilindros em linha) era mais diversificada do que nos anos anteriores, e incluía um 2.0 a gasolina e 1.8 a diesel, além dos já anteriormente disponíveis na plataforma B1.

No Brasil, esta geração do Passat continuou a se chamar Santana/Quantum mesmo depois de 1985 (principalmente por que a plataforma B1 não sairia de linha até final da década de 80 por aqui). Dentro dos termos da joint venture com a Ford –Autolatina- o carro foi vendido sob a marca Ford Versailles/Royale e Ford Galaxy na Argentina.

A Royale, equivalente à Quantum, tinha apenas duas portas, diferente da versão Volkswagen, disponível apenas com quatro portas no Brasil. Embora modelos de duas portas fossem populares no país naquela época, conta-se que o real motivo era que a VW não queria que a Royale competisse com a Quantum no segmento quatro portas.


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