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Elétrico, Opel Ampera-e tem 520 km de autonomia

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No Brasil, o tema “carro elétrico” é uma espécie de tabu para montadoras e governo. Quase todos fogem desse assunto como a CIA se esquiva de explicar a morte de John Kennedy.

Tudo na contra-mão do que acontece no mundo civilizado. Fingir que carros elétricos não são o futuro da mobilidade (junto com os híbridos, compartilhamento e conectividade) é direcionar o Brasil para mais uma longa temporada de atraso tecnológico. 

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Um dos argumentos mais entusiasmantes do novo modelo elétrico da Opel é a autonomia de 520 km, de acordo com a norma de testes New European Driving Cycle (NEDC), superior em cerca de 100 km à do concorrente mais próximo no segmento.

A norma NEDC é relevante no sentido de estabelecer termos de comparação, mas na realidade fatores como as características das vias, condições atmosféricas, tipo de condução e peso transportado têm influência na autonomia. Diante disso, a Opel realizou testes adicionais de acordo com o perfil “Worldwide Harmonized Light-Duty Vehicles Test Procedure” (WLTP), que produz resultados mais próximos da utilização em condições reais.

Os engenheiros calcularam 380 km de autonomia total, mesmo sabendo que o valor irá variar de acordo com o estilo de condução adotado e de fatores externos. Ainda assim, suficiente para combater a chamada “ansiedade com a autonomia”.

Com dimensões exteriores compactas, o Ampera-e está próximo do tamanho de um Opel Corsa, mas o espaço interno a de um Opel Astra (nas versões alemãs atuais, não os que conhecemos aqui). Com o conjunto das baterias colocado sob o assoalho, a posição de dirigir é ligeiramente mais elevada, no estilo dos SUVs.

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Este revolucionário automóvel elétrico proporciona uma condução descontraída e praticamente silenciosa, sendo capaz de recarregar as baterias em movimento. Para isso basta que o motorista alivie o pedal do acelerador quando dirige em modo normal “Drive”. O Ampera-e recupera energia por meio do motor elétrico, o qual atua também como gerador.

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O efeito de freio-motor é acentuado se o motorista selecionar o modo “Low”, aumentando ao mesmo tempo a recuperação de energia. Para aproveitar ao máximo o potencial de recuperação, é possível escolher a função “Regeneration on Demand”, que funciona sempre que é acionada uma “borboleta” junto ao volante.

O efeito de freio-motor é considerável nos modos “Low” e “Regeneração Manual”, o que permite reduzir a velocidade e até imobilizar o veículo, em tráfego normal, sem ser necessário utilizar o pedal de freio. Ou seja, o Ampera-e pode ser controlado apenas com o pedal de acelerador (One Pedal Driving), embora seja sempre preciso recorrer ao pedal de freio em caso de emergência.

Os primeiros modelos de teste realizados pelos engenheiros da marca revelaram que é possível ampliar a autonomia em cerca de 5%, se for utilizado um dos modos de maior regeneração em vez do modo Drive normal, especialmente no trânsito carregado das cidades.

O bom comportamento dinâmico do Ampera-e deve-se, entre outros, ao torque máximo de 36 mkgf vindo do motor elétrico. A potência é de 150 kW (204 cv). Acelera de zero a 50 km/h em apenas 3,2 segundos e retoma de 80 a 120 km/h em 4,5 segundos. A velocidade máxima está limitada eletronicamente a 150 km/h, para garantir a autonomia.

Apesar de medir 4,16 metros de comprimento, o Ampera-e oferece interior espaçoso, onde podem viajar confortavelmente cinco pessoas. O porta-malas tem capacidade de 381 litros, acima da média para veículos desta categoria. O espaço generoso só é possível graças à acomodação bem resolvida dos 10 módulos de baterias. O conjunto completo está instalado sob o piso do habitáculo e se ajusta aos contornos do veículo. Isto significa que todos os espaços estão aproveitados. A bateria, desenvolvida em colaboração com a LG Chem, consiste de 288 células e tem capacidade de 60 kWh.

Uma vez projetadas as baterias para ocupar o espaço sob o piso do habitáculo, os engenheiros desenvolveram uma nova solução de estrutura de carroceria que protege o conjunto de baterias e, simultaneamente, minimiza o peso. Assim, o Ampera-e recorre a aços de elevada rigidez em variados graus, e a alumínio para fazer baixar o peso do automóvel, sem afetar negativamente a segurança ou a durabilidade.

Cerca de 80% (81,5% para ser exato) da estrutura da carroceria são constituídos por aços de elevada rigidez. Para ir mais longe na meta de reduzir peso, os engenheiros escolheram o alumínio para vários componentes, como o capô, portas e a tampa do porta-malas, poupando assim 6% de peso diante do que teriam obtido se tivessem utilizado aço.

O Ampera-e garante também conforto, mesmo em viagens longas. Ao espaço abundante é acrescentada conectividade digital total com o mundo exterior. O Opel OnStar, com wifi, está associado a um sistema de informação e multimídia específico para o Ampera-e. O sistema multimídia IntelliLink é compatível com Apple CarPlay e Android Auto, permitindo integração de smartphones.

Isso significa que motorista e os passageiros podem rrealizar chamadas, obter orientações de navegação, trocar mensagens ou ouvir música por meio de streaming, controlando tudo através da tela touchscreen do console ou por comandos de voz. O sistema de som criado pela Bose com sete alto-falantes de elevado desempenho.

O Ampera-e já está à venda na Noruega, que é atualmente o maior mercado deste tipo de veículos na Europa. Depois será vendido na Alemanha, Holanda e Suíça. Por aqui você deve se contentar mesmo com seu “milzinho” flex, o máximo de tecnologia que a maioria das montadoras acha que você merece…


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