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Elétricos devem chegar a 60% da frota já em 2030

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Os veículos elétricos poderão, em menos de 15 anos, representar cerca de 60% de todos os veículos que circularão nas grandes cidades mundiais, em resposta às necessidades de redução das emissões, mas também por conta do custo cada vez menor dos meios de locomoção elétrica e aumento de interesse por parte dos consumidores.

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Esta é a principal conclusão extraída de um estudo apresentado em Londres, no Reino Unido, durante o Congresso para o Futuro da Energia, elaborado pela agência de consultadoria McKinsey & Co. e pela Bloomberg New Energy Finance (BNEF).

De acordo com as conclusões deste estudo, a necessidade de baixar as emissões poluentes nas grandes metrópoles, cada vez mais envolvidas com problemas ambientais, mas também a redução dos custos de desenvolvimento de tecnologias elétricas e da implementação da rede de recarregamento, tornarão os elétricos as principais escolhas nas grandes cidades. Para reforçar esta tendência, os próprios governos poderão reorientar os seus investimentos para incentivar a aquisição de novos veículos elétricos, deixando de lado tudo o que diz respeito aos modelos de motor a combustão.

“O resultado é um futuro radicalmente diferente com base em três modelos de mobilidade urbana avançada, que são alcançáveis já em 2030. Inevitavelmente, as cidades, uma a uma, vão tomas decisões diferentes com base em condições locais específicas e seguindo em diferentes direções; globalmente, os sistemas de mobilidade em 2030 serão na média bastante parecidos com os de hoje. No entanto, existe um grupo de 50 cidades que podem liderar o caminho para um dos três modelos de mobilidade avançada”, indica o estudo.

Quanto aos custos de desenvolvimento da tecnologia, o estudo afirma que os mesmos estão caindo na ordem dos 65%. Em 2015 o custo de um conjunto de baterias de ions de lítio era de US$ 350 por kWh, mas na próxima década esse valor poderá facilmente descer para os US$ 100 por kWh.

“Em cidades altamente populosas, como Londres ou Singapura, os veículos elétricos podem representar tanto quanto 60% de todos os veículos nas ruas e estradas em 2030, sendo o resultado disso zonas de baixas emissões de poluentes, interesse do consumidor e economia mais favorável”, acrescenta ainda o estudo, que aponta, por outro lado, para a ameaça que já esta sendo sentida em setores como os da reparação automotiva, combustíveis e lubrificantes, que perderiam muita importância.

Ao mesmo tempo, as formatações da população em torno de novos métodos de transporte e o conceito de propriedade de automóvel poderão também acarretar mudanças significativas em toda a indústria automotiva. Se unirmos a isso os carros autônomos, a produção mundial de automóveis pode ser reduzida em até 80%, segundo os especialistas.


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