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Empreiteiras (mais) desesperadas: vem aí as estradas de plástico

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Essa notícia está deixando os donos de empreiteiras sem dormir. A alternativa ao asfalto, habitualmente usado na pavimentação de ruas e estradas convencionais, pode ser o plástico. Isso mesmo, você leu bem: as estradas poderão passar a ser feitas de resíduos plásticos reciclados. Uma espécie de pista de autorama em escala real. Genial.
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Esta é a idéia da empresa holandesa VolkerWessels e poderá revolucionar, em breve, os sistemas rodoviários, uma vez que os módulos de plástico podem ser anexados com facilidade. Estas estradas permitirão a implantação e remoção de estradas de uma forma muito mais fácil, com túneis no interior que permitirão a passagem de tubulações e cabos de infraestruturas -como fibra ótica- e outros materiais.

Segundo a KWS Infra, o composto pode durar até três vezes mais que o asfalto, por exemplo, e suporta temperaturas entre -40 e 80º. Cada seção seria pré-fabricada e, em seguida, transportada para o local para a montagem. A empresa explica que esta estratégia reduz o tempo de construção para apenas algumas semanas, ao invés de meses ou anos, como acontece atualmente.

De piso aquecido até ciclovias com painéis solares, são várias as inovações que nascem na Holanda. Agora é a vez das estradas pavimentadas com plástico reciclado de garrafas PET. Cada tonelada de asfalto produzido emite 27 kg de CO2 para a atmosfera, num total de 1, 45 milhões de toneladas de dióxido de carbono emitido anualmente em nível mundial. Esta solução seria também uma resposta para o excesso de plástico não utilizado que muitas vezes vai parar no meio ambiente por descaso dos usuários e que demora centenas de anos para se decompor.

Roterdam, na Holanda, vai disponibilizar toda uma rua para a equipe que se encontra desenvolvendo este tipo de estrada para testar as suas últimas ideias e protótipos. A fase de testes deverá durar até três anos.

No Brasil as empresas de asfalto movimentam um sombrio mercado paralelo, onde o produto é cobrado da administração pública pelo de melhor qualidade e aplicado exatamente o contrário. Todos ganham e quem perde é o usuário. Se vingar essa idéia das estradas de plástico, será curioso imaginar como atuarão os lobistas das interessadas para criar dificuldades e não perderem a boquinha…


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