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Fora da Nissan e preso, Carlos Ghosn não é mais o chefão da Renault

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Carlos Ghosn aceitou entregar os cargos da presidência e do conselho da Renault, após endurecimento de sua prisão no Japão.

 

O executivo brasileiro Carlos Ghosn concordou em renunciar aos cargos de presidente-executivo e presidente do conselho da Renault, segundo relatórios internos da empresa divulgados antes de uma reunião da diretoria marcada para definir o futuro da empresa.

Ghosn renunciou aos cargos que tinha na Renault, após o Tribunal de Tóquio ter negado novo pedido de liberdade sob fiança, o que indica que ele pode permanecer preso no Japão até o julgamento do processo por fraude financeira, segundo a agência “Automotive news Europe”. Também houve pedido do governo francês, maior acionista da montadora.

A Renault confirmou que uma reunião do conselho de emergência estava planejada, mas não respondeu a perguntas sobre sua agenda ou a substituição de Ghosn. Agora, a reunião deverá confirmar a nomeação do chefão da Michelin, Jean-Dominique Senard, como presidente, e a promoção do vice-presidente de Ghosn, Thierry Bollore, para o CEO, segundo afirmaram outras fontes.

A saída de Ghosn da Renault, após sua prisão em 19 de novembro, veio na sequencia da sua rápida demissão como presidente da Nissan e encerra uma era na história automotiva mundial. Ghosn transformou as duas empresas (Nissan eRenault), no começo da parceria que transformou o cenário global dos automóveis após a aquisição da quase falida Nissan pela Renault em 1999.

A Nissan atualmente possui 15% de participação sem direito a voto em seu controlador francês e 34% da Mitsubishi Motors, um terceiro parceiro importante em sua aliança na produção e venda de veículos. 


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