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Fraudes: Opel também admite dispositivo que aumenta emissões

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A proliferação de pesquisas e testes dos modelos diesel existentes no mercado internacional tem proporcionado algumas surpresas desagradáveis, deixando claro que depois do “Escândalo VW”, ainda há muito mais coisas para serem descobertas. Desta vez foi a Opel -subsidiária alemã da General Motors- que admitiu que os modelos Zafira (foto) e Insígnia desligam os sistemas de controle da poluição sob determinadas condições. Mas a Opel rejeita que isso seja algo ilegal, pois acontece acima dos 140 km/h como forma de proteger o motor.

A comissão alemã que está investigando o assunto das emissões reuniu-se com executivos da Opel para que estes fornecessem mais detalhes e documentos sobre os seus veículos para a investigação em curso. Nessa reunião, segundo palavras do Ministro dos Transportes alemão, Alexander Dobrindt, os responsáveis da Opel confirmaram que utilizam um sistema de tratamento de gases que pode ser desligado a partir de determinada velocidade e pressão de ar para proteger o motor.

“Estes sistemas que desligam o sistema de tratamento de gases de escapamento são ilegais, a não ser que sejam absolutamente necessários para evitar danos no motor. Porém, o comite tem dúvidas sobre em que situações esta prática é totalmente justificada para proteger o motor”, explicou o ministro alemão.

A mesma entidade afirmou que as acusações estão ligadas ao tratamento das emissões do Zafira, relacionadas com rotações do motor, pressão de ar e velocidade. A Opel confessou usar esse tipo de dispositivo para desligar o recurso de proteção ambiental em altas velocidades, mas reiterou a necessidade de fazer isso apenas quando o motor fica em risco, e que tudo é feito dentro da lei.

Segundo Dobrindt, “a Opel prometeu total cooperação” o que inclui o acesso ao software usado, sendo que o comite de investigação deu 14 dias para a marca fornecer toda a informação técnica necessária e solicitada. Os representantes do comite que investiga as emissões dos carros à venda na Alemanha, perguntaram à Opel se o novo Astra também tinha sistema semelhante, mas a resposta não foi conclusiva, ficando a promessa de mais dados na próxima reunião entre as autoridades e os técnicos da Opel.

O chefão da Opel, Karl-Thomas Neumann, reiterou que “os nossos motores estão em conformidade com a lei e não utilizam software ilegal”. A KBA, o organismo alemão que deflagrou tudo isto com os testes dos modelos à venda na Alemanha, também afirmou que a artimanha que a Opel usa é diferente daquilo que fez o Grupo VW, sendo que está numa zona cinzenta da regulamentação no que toca à preservação dos motores.

Tudo isto começou depois dos testes da KBA e de uma investigação feita em conjunto pela revista alemã “Spiegel” e pelo programa “Monitor” de televisão, do canal ARD, junto com um grupo ambientalista alemão ,que descobriram um software no Zafira e no Insígnia que desliga o controle de emissões sob certas condições, em velocidades acima dos 145 km/h. A Opel, precavida, “voluntariamente” aceitou atualizar 630 mil veículos na Europa no que diz respeito às calibragens dos sensores de temperatura de seus carros.


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