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Gasolina com chumbo para automóveis acabou

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A gasolina com chumbo para automóveis foi oficialmente erradicada, anunciou o “Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente”, depois que o último país no mundo a utilizá-la -a Argélia- ter banido a sua venda.

Pumps run dry at the only service station at Queenstown - ACAPMAg

por Marcos Cesar Silva

Isso mesmo. No mês passado, a Argélia acabou com a venda de gasolina com chumbo para automóveis, o que a agência ambiental da ONU considera “um marco gigantesco para a saúde global e para o meio ambiente”.

A gasolina com chumbo foi lançada há quase 100 anos para aumentar o desempenho dos motores por meio do aumento da octanagem, e foi largamente usada durante décadas até se descobrir que podia provocar doenças cardíacas, acidentes vasculares cerebrais e danos cerebrais, entre outros. O composto chumbo tetraetila —(CH3CH2)4Pb— como aditivo à gasolina, de modo a melhorar o desempenho do motor e reduzir seu desgaste deixou de ser usado no Brasil em 1989, substituído pelo etanol.

Os países mais desenvolvidos começaram a deixar de a utilizar na década de 1980, mas ainda continuou a ser vendida em países de rendimentos médios e baixos até 2002, quando as Nações Unidas lançaram uma campanha global para acabar de vez com a gasolina com chumbo, que continua a ser usada em combustível para aviões de pequeno porte.

A ONU estima que o fim definitivo da gasolina com chumbo significa 1,2 milhões de mortes evitadas e US$ 2,4 bilhões poupados anualmente.

O primeiro alerta para os riscos do chumbo como aditivo de gasolina para saúde é antigo. Em 1924, dezenas de trabalhadores de uma refinaria de New Jersey, nos Estados Unidos, foram hospitalizados com convulsões e cinco acabaram morrendo. Apesar disso, quase toda a gasolina vendida no mundo até 1970 era enriquecida com chumbo.

Em 2016, Coreia do Norte, Birmânia e Afeganistão foram alguns dos últimos países do mundo a acabar com a venda de gasolina com chumbo. Iraque, Iêmen e, finalmente, a Argélia, acabaram por fazer o mesmo.


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