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GM VENDEU SUA PARTICIPAÇÃO NA PSA PEUGEOT CITROËN

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Depois do final da intervenção estatal do Governo norte americano na General Motors, a montadora começa a arrumar a casa. Primeira medida: o inesperado fim da aventura da Chevrolet na Europa. Segunda medida: venda da participação de 7% no grupo PSA, sem que isso signifique que a “joint venture” entre os dois grupos vai acabar.

Os 7% que a General Motors tinha no grupo PSA foram vendidos por US$ 250 milhões, encerrando a curta ligação acionista que o grupo norte-americano tinha na empresa francesa. Porém, o trabalho conjunto continuará, seguindo com os planos de produção conjunta dos SUV compactos de Opel, Citroën e Peugeot sobre a nova plataforma do grupo PSA.

Assim, o novo monovolume para a Europa será produzido na fábrica da GM em Saragoza, ao passo que o novo crossover será feito na fábrica de Sochaux da PSA. Os primeiros modelos nascidos desta colaboração verão a luz em 2016.

“A compra de parte do grupo PSA foi planejada como uma ajuda ao grupo PSA nos seus esforços para encontrar capital para concretizar a aliança GM/PSA. Esse apoio já não é necessário e, portanto, desfizemo-nos dessa participação financeira. Porém, a nossa aliança continua forte com o foco de produzir veículo em comum, cruzamento de produção, compras e logística. Estamos fazendo grandes progressos e continuamos abertos a novas oportunidades de colaboração”, explicou Steve Girsky, vice-presidente da GM.

Recordamos que chegou a ser levantada a possibilidade da família Peugeot perder o controlo acionário da PSA, dando à GM o comando da empresa, depois de prejuízos em 2012 superiores a US$ 6 bilhões, além de recuo nas receitas no setor automobilístico superior a 10%. Com o anúncio desta venda, as ações do grupo PSA caíram imediatamente 8,3% e, segundo analistas de mercado, este gesto da GM “foi uma surpresa e reflete negativamente no grupo PSA.

O grupo francês continua em conversações com os chineses da DongFeng, sendo que alguns rumores dizem que a venda de ações está eminente, com o governo francês e a DongFeng investindo US$ 1,2 bilhões, cada, no grupo PSA, em troca de 20 a 30% do capital, perdendo assim a família Peugeot o controle do grupo, cedendo os seus votos e diluindo os 25,4% que continuam na sua posse.

 Como já noticiamos aqui no site, a GM vai também acabar com a Chevrolet na Europa, depois de ter investido muito dinheiro para colocar a marca no Velho Continente, além de acabar com a produção de veículos na Austrália e na Nova Zelândia (os Holden) a partir de 2017.

A saída da Chevrolet da Europa será concretizada já em 2015, num esforço para beneficiar a Opel e a Vauxhall, que enfrentam algumas dificuldades naquele continente. Steve Girsky afirmou que “temos enorme confiança nas marcas Opel e Vauxhall na Europa e por isso vamos focalizar os nossos recursos nessas duas marcas, sendo uma decisão que não tem ligação com a decisão de vender a nossa participação no grupo PSA. Basicamente, vamos abdicar da quota de 1% do mercado europeu que a Chevrolet conseguiu conquistar, por causa dos resultados financeiros inaceitáveis.”

Segundo algumas fontes da GM, o fato do mercado europeu estar em queda não justifica investimentos e, por isso, nada melhor que focalizar na Opel. Seja como for, a GM vai assegurar que os clientes da Chevrolet não fiquem abandonados, garantindo a disponibilidade de peças para 10 anos, enquanto a rede de concessionárias vai prestar a assistência necessária por um período bem longo. Muito da rede Chevrolet é compartilhada com a Opel, e por isso não haverá dificuldades.

Uma outra vantagem será libertar as fábricas da Coréia, para que alcancem capacidade produtiva para modelos destinados a mercados como a Rússia e a própria Coréia. Aliás, foi isso mesmo que Sérgio Rocha, o brasileiro presidente da GM Korea, explicou, dizendo que “ao terminar a produção dos Chevrolet aqui na Coréia, ficamos em melhor posição para assegurar a nossa sustentabilidade e competitividade a longo prazo, ficando mais competitivos nos mercados emergentes e contribuindo de forma significativa para o negócio global da GM”.

A Chevrolet continuará vendendo seus modelos na Europa em 2014 e 2015, como forma de escoar o estoque acumulado e a produção ainda prevista para os próximos meses, sem carros novos e com a Opel passando a ocupar lugar de destaque a partir de 2016. Isso não quer dizer que modelos específicos, como o Camaro ou Corvette, não sejam vendidos na Europa, sendo ainda possível que alguns modelos norte americanos muito desejados pelos europeus –como os Cadillac- possam aparecer por lá.


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