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Hudson Hornet, o fabuloso

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Quando pensamos em automóveis, fabuloso não é exatamente um termo usado com frequência. Com certeza tem que se referir a um carro com características marcantes, como velocidade, robustez, beleza das linhas etc. Por isso, fabuloso não é um termo comum de se associar a um automóvel. Mas fica para a história dos carros “O Fabuloso Hudson Hornet”, o primeiro e único automóvel homenageado com tal.
 


A Hudson Motor Car Company (1909-1954) era uma marca inovadora que, pela qualidade dos seus automóveis, competia com as mais conhecidas marcas do mercado americano. Numa época em que os cromados significavam status e opulência, com eles os Hudson exibiam as suas linhas aerodinâmicas e elegantes.
 
Uma das marcas pioneira no uso de carroceria monobloco, os seus modelos conferiam vantagens claras nas vias aos seus motoristas. Outra das inovações que esta marca introduziu em 1948 foi precisamente o “step down”, onde o piso do automóvel ficava significativamente mais baixo do que o nível do chassi, podendo chegar aos 12 centímetros. Esta forma de construir os automóveis conferia centro de gravidade mais baixo, e deste modo, dava qualidades claras em curva, aceleração e estabilidade.

Este 1953 pertenceu a Steve McQueen.



O Hudson Hornet nasceu em 1951 e incorporava várias características muito interessantes para a época. A construção monobloco, já tradicional da Hudson, o “step down”, as linhas aerodinâmicas e um motor 5.0 de seis cilindros em linha e alta taxa de compressão, capaz de entregar 145 cv de potência máxima.

Este motor. acoplado a uma transmissão de três marchas com overdrive ou com a famosa transmissão Hydramatic da Cadillac/GM , conseguia acelerar de zero a 100 km/h em 14 segundos, apenas um segundo mais lenta que a Hydramatic. Uma das curiosidades associadas à transmissão manual, era o fato das engrenagens serem feitas de cortiça prensada. Isso mesmo, cortiça! O que conferia uma suavidade única de funcionamento.

O Hudson Hornet era comercializado nos modelos cupê, sedã e conversível, este com opção de teto rígido.

Desde o seu lançamento, o Hudson foi pensado para vencer nas corridas, de tal modo que a Hudson acreditava que a melhor publicidade para o saturado mercado automotivo americano era justamente nas pistas de competição, que na época já atraiam muitos adeptos e curiosos.

O Fabuloso Hudson Hornet, estreou logo em 1951, num período em que as pistas de terra batida representavam quase a totalidade dos circuitos. Feito para ser estável e rápido, no primeiro ano o Hornet acumulou 13 vitórias. O Hornet era descrito como um verdadeiro míssil nos circuitos.

Em 1952, equipado com o mesmo motor, um dos maiores de seis cilindros do mundo, foram feitas adaptações, como a carburação dupla Twin H-Power, que garantia 170 cv e excelente velocidade máxima, que permitia vencer qualquer oponente.

Era com espanto que os espectadores assistiam ao triunfo de um motor de seis cilindros contra os potentes V8, que equipavam praticamente a totalidade dos automóveis americanos, quer comerciais, quer de corrida.

O Hudson Hornet venceu por três anos consecutivos as competições nas pistas da Nascar, ficando em segundo lugar em 1954. Fica para a história um automóvel que provou ao mundo que nem só de grandes motores se fazem automóveis. A sua arquitetura permitiu reduzir bastante o centro de gravidade, o que tornava sua estabilidade e dirigibilidade excelentes, algo muito apreciada para a época.

Anos mais tarde, foram feitos testes em túnel de vento, onde comprovaram que as suas linhas “streamline”, isto é, aerodinâmicas, permitiam reduzir a resistência do ar em cerca de 20%, comparativamente aos automóveis concorrentes.

Para constar, o “fabuloso” Hudson Hornet ficou mais uma vez gravado na história, e também no coração das pessoas, ao marcar presença no filme animado da Disney, “Carros”. Neste, a personagem Doc (acima) faz uma apologia perfeita ao saudosismo do passado, e também marca a presença de Paul Newman, que dá a sua voz de piloto, ao humilde clássico que venceu apenas 100 corridas na Nascar…


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