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INCRÍVEL! A MERCEDES PAGODA CHEGOU AOS 50 ANOS

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Não parece, mas já se passaram 50 anos desde que o Mercedes-Benz 230 SL, o sucessor do 190 e do 300SL, foi lançado. A apresentação da 230SL, a “Pagoda” (por causa do formato do teto) foi em março de 1963, no Salão de Genebra, e de imediato recebeu excelentes criticas por parte da imprensa especializada.

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O nome oficial do carro é W113, e se caracterizava pelo conforto, ótimo desempenho, segurança e linhas clássicas. No Brasil, log ganhou o apelido de “Mercedinha”. O projeto esteve a cargo do chefe de design da empresa alemã, Friedrich Geiger que tinha como missão desenvolver um produto diferente e que, ao mesmo tempo, atingisse novos níveis de segurança. Desta forma, o 230SL foi o primeiro carro esportivo do mundo a possuir estrutura rígida no compartimento de passageiros, sendo ainda as seções dianteira e traseira reforçadas.

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Do outro lado do desenvolvimento do carro estava Béla Barényi, encarregado de aperfeiçoar as técnicas de segurança passiva. Após vários estudos, chegou-se à conclusão que a curvatura interior do teto rígido melhorava substancialmente a segurança passiva dos passageiros, ao mesmo tempo em que atuava na melhoria da estabilidade e mantinha baixo o centro de gravidade. A curva do teto, estudada por Paul Bracq, assemelhava-se bastante aos antigos templos orientais, e a partir daí o W113 passou a ser chamado de Pagoda.

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A base mecânica do roadtser da Maercedes-Benz vinha do 220SE (W111), que já era um excelente sedã. Para aproveitar esta base, os técnicos da Mercedes-Benz encurtaram a plataforma, ao mesmo tempo em que reforçaram o piso, incluindo as extremidades onde seriam instaladas as suspensões da frente e de trás. Em termos mecânicos, também o motor vinha do 220SE, com o seu bloco de seis cilindros em linha e 2306 cm3; a potência era de 150 cv. Curiosamente, junto com a apresentação do 230SL, a Mercedes oferecia pela primeira vez aos seus clientes a transmissão automática de quatro velocidades como um opcional.

Caption orig.: Mercedes-Benz „Pagoden-SL” der Baureihe W 113

O 250SL

 Em 1966 a Mercedes evoluiu o 230SL, e passou a oferecer o 250SL, cujo motor era igualmente um seis cilindros em linha, mas com 150cv e com 10% mais de torque. Com isso, o carro acelerava de zero a 100 km/h em apenas 10 segundos, ou seja, 1,1 segundos mais rápido do que a versão apresentada em 1963. Em termos de velocidade máxima, tanto o 230SL como o seu “irmão” mais forte atingiam os 200 km/h.

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Em 1968, surge mais uma evolução do SL, com a apresentação do 280SL com o motor M 130 que foi a última versão da série W113 a entrar no mercado. Com 2778 cm3 e os seis cilindros em linha, esta aposta tinha potência de 170 cv e podia acelerar de zero a 100 km/h em apenas 9 segundos. Uma vez mais, a velocidade máxima atingida ficava na casa dos 200 km/h, o que era uma excelente marca.

Caption orig.: Friedrich Geiger, Stilistik-Skizze eines MB 230 SL (Pagode), W 113, 13.2.1960

 A produção do W133 terminou em março de 1971, com o total de 48.912 unidades fabricadas. No Brasil, nos anos 1980, foi feita uma réplica muito caprichada desse carro, a LHM Fênix, montada com mecânica de Opala.


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