Crise compromete pneus, que compromete a segurança…

Não é só o Brasil que está em crise. A segurança dos motoristas brasileiros também. Uma das causas disso é falta de cuidados com os pneus. Aqui não existem estatísticas mas, como comparação, 78% dos veículos que circulam na Europa fazem isso com baixa pressão nos pneus e 25% dos motoristas usam pneus desgastados além do limite. Se na Europa é assim, imagine no Brasil.

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Por aqui ainda existem agravantes, como o uso de pneus recauchutados ou remoldados de baixa qualidade, vias em péssimo estado de conservação e hábito em usar pneus de marcas, modelos e medidas diferentes no mesmo eixo. Sem dinheiro no bolso, não há muita saída para o consumidor.  E mais, com o preço dos combustíveis nas alturas e queda do poder aquisitivo dos motoristas, é natural num país quase miserável como o nosso que a segurança seja deixada em segundo plano. Não devia, mas é o que acontece. O carro vai ficar instável, as respostas da direção comprometidas e a distância de frenagem vai aumentar. E no molhado esse perigo se multiplica. Para finalizar, os pneus custam verdadeiras fortunas no Brasil, com preços não alinhados com o praticado no restante do mundo considerando o poder de compra de cada mercado.

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Na Europa, como vimos, houve aumento no caso de veículos com baixa pressão nos pneus e uso de pneus desgastados. Aqui com certeza esses números são ainda piores. Os pneus com pouca pressão se desgastam mais rápido e aumentam o consumo. Naquele continente estima-se que isso cause desperdício de 3,9 milhões de litros de combustível e jogue 9,2 milhões de toneladas desnecessárias de CO2 na atmosfera. A cada ano!

Se não dá para resolver essa questão por enquanto, dá para remediar. E a solução é prolongar a vida útil dos pneus. Isso depende em grande parte do cuidado com eles -lembre-se, é um produto muito caro- e a manutenção adequada dos pneus é tudo o que pode fazer para garantir para obter o máximo proveito deles.

CALIBRAGEM

Aqui não há espaço para desculpas, porque o monitoramento constante da pressão de ar é a base de toda a manutenção de pneus, e não custa nada além de alguns minutos. Este é o cuidado essencial para a boa funcionalidade dos pneus, e por isso a falta de controle da pressão vai, com certeza, trazer consequências negativas.

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A pressão acima do recomendado vai desgastar o centro do pneu, o que vai gerar resultados desagradáveis, ​​como vibrações, perda de aderência e maior possibilidade de impactos fortes com pequenos objetos e irregularidades das vias. Já a baixa pressão traz os prejuízos já citados e ainda desgasta as bordas dos pneus. Isso também reduz a estabilidade e a aumenta mais a possibilidade de acontecer perda repentina de ar. Então, calibrar os pneus a cada semana se torna vital para a manutenção de pneus.

ALINHAMENTO E BALANCEAMENTO

Manter os pneus balanceados e as suspensões alinhadas são práticas importantes para garantir que os pneus rodem da maneira mais uniforme possível, o que traz benefícios imediatos para a dirigibilidade e durabilidade dos pneus.

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Por outro lado, é preciso atenção. Muitas empresas, desonestas, atraem os clientes oferecendo serviços de alinhamento a preços baixos. Alinhar consiste em ajustar cambagem, cáster e convergência/divergência. Vão dizer que alinhar é apenas acertar a convergência ou divergência das rodas, e que a cambagem é cobrada a parte. Puro chamariz para você cair numa armadilha. Ou então vão inventar uma série de defeitos, e a conta vai la para cima. Importante lembrar que existem muitos carros que exigem alinhamento também na traseira.

Os especialistas recomendam o alinhamento e balanceamento das rodas a cada 10.000/15.000 km, mas é importante ficar atento a sinais irregulares, como o desgaste anormal dos pneu ou vibração do volante, notado com mais facilidade em alta velocidade.

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As rodas também devem ser examinadas quanto a deformações ou amassados. Em vias mal conservadas, é previsível encontrar um buraco pela frente, que vai amassar a roda (de liga ou de aço) e até inutilizar algum pneu. Rodas amassadas ou empenadas não conseguem ser balanceadas e por isso devem ser reparadas em empresas especializadas: nada de borracheiro e marreta!

E para concluir nossas dicas sobre como prolongar a vida dos pneus, não é exagero algum fazer o rodízio das rodas a cada seis meses, ou a cada 10.000/12.000 km. Mas atenção, pois existem pneus com sentido de rotação único, indicado nas laterais, e isso deve ser observado. Este é o último cuidado totalmente ao seu alcance para a correta manutenção dos pneus. Tudo isso vai aliviar o peso no seu bolso e garantir maior segurança. Até a crise passar…

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