GM e Honda vão investir juntas em células de hidrogênio.

A General Motors e a Honda anunciaram a assinatura de parceria para a produção em grande volume de células pilhas de combustível para veículos movidos a hidrogênio a partir de 2020.

Serão US$ 85 milhões que a GM e a Honda vão investir, em parte iguais, na unidade de produção da GM em Brownstown, sul de Detroit, Estados Unidos, onde são produzidas as baterias do Chevrolet Bolt. O novo sistema de produção que vai ser instalado naquela fábrica, denominado “Fuel Cell System Manufacturing” (FCSM) irá criar mais 10 empregos e começará a produção em 2020.

Esta parceria é mais um passo para que o acordo assinado entre os dois fabricantes em 2013 seja realidade, depois que em 2015, Takahiro Hachigo, responsável pelo desenvolvimento e pesquisa da Honda, anunciou um principio de entendimento com a GM no assunto células de combustível.

A General Motors e a Honda vão compartilhar experiência no desenvolvimento de modelos alimentados a hidrogênio, desenvolvendo a próxima geração de células de combustível, mas também estudar os reservatórios de hidrogênio.

Ao contrário do que alguns disseram, a célula de combustível e a alimentação a hidrogênio ainda não estão mortos. É verdade que a pressão da Tesla e os escândalos relacionados com emissões e adulteração de valores de consumo de motores diesel e gasolina, empurraram a indústria para os modelos elétricos. Mas também é verdade que muitos ainda acreditam que o futuro está no hidrogênio. O valor investido pelas duas marcas é pequeno, os empregos gerados mínimos e o  risco calculado: se o hidrogênio não der certo, perdem pouco dinheiro.

Uma pesquisa recente feita pela KPMG a cerca de 1000 executivos de diversas áreas do setor automotivo, deixou claro essa ideia, com 76% dos consultados acreditando que o futuro será a célila de combustível e 62% acreditam no sucesso dos modelos elétricos.

A maior dificuldade do uso do hidrogênio é a sua instabilidade e dificuldade de armazenamento, seja no veículo, seja nos postos de reabastecimento. A enorme vantagem -e por isso muitos continuam a gastar milhões de dolares na pesquisa e desenvolvimento do sistema- é que não há nenhuma poluição: o que sai do escapamento é água potável, e a autonomia é enorme. Mas não se anime, essas tecnologias são uma espécie de tabu para as montadoras que operam no Brasil.

A GM trabalha há muitos anos nessa tecnologia, e desde os anos 1990 já gastou cerca de US$ 3 bilhões em pesquisas e desenvolvimento de carros movidos a hidrogênio. Em 2007 colocou nas ruas 119 Chevrolet Equinox movidos a hidrogênio, veiculos que rodaram em testes cerca de  quase 5 milhões de quilômetros.

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