Rasgando dinheiro: cada carro desses vendido dá mais de US$ 4 milhões de prejuízo

James Glickenhaus é diretor, produtor e roteirista de filmes como “O Exterminador”, com Robert Ginty, ou “O Protetor”, com Jackie Chan. É também dono de uma fortuna considerável e de enorme paixão por automóveis. Isso o levou a criar uma marca de carros superesportivos, a SCG, ou Scuderia Cameron Glickenhaus.

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Tudo começou nas provas de automobilismo, com o SCG 003C, que surgiu em 2011, e com o qual ele participa regularmente nas provas do campeonato “VLN Endurance Championship”, que integra, entre outras, a “24 Horas de Nürburgring”, na Alemanha.

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O passo seguinte foi dado agora, com o lançamento da versão de rua do carro de pista, o SCG 003S, cuja produção é feita pela italiana Manifattura Automobili Torino.

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Serão produzidas apenas três unidades, cada uma por US$ 2 milhões, fora impostos. O problema é que o projeto exigiu investimento inicial de US$ 20 milhões –o que obrigaria o carro a ter preço superior a US$ 6 milhões por unidade para pelo menos garantir o retorno ao investimento. Isso significa que Glickenhaus vai perder mais de US$ 4 milhões por cada 003S que venda.

De qualquer forma, o norte-americano admite que o projeto não é para fazer dinheiro rápido, defendendo que o interesse é  criar uma marca e deixar um legado para seus herdeiros.

O SCG 003S apresenta números de respeito, a começar pelos 1.360 kg de peso e os 810 cv extraídos do motor 4.4V8 biturbo, que permite velocidade máxima de 349 km/h e menos de 3 segundos para ir de zero a 100 km/h.

Antes das três entregas, o SGC 003S já tem definido um ambicioso objetivo: tornar-se o mais rápido carro de rua a completar uma volta em Nurburgring. O tempo deverá ser de 6m30s, 20 segundos a menos que o atual recorde, que pertence ao Lamborghini Huracán Performante.

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