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Injeção de água no motor: como funciona

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Solução introduzida nos tempos recentes pelo BMW M4 GTS, o recurso de injetar água na câmara de combustão ajuda a aumentar a potência e resposta do turbo sem prejudicar os componentes internos, além de reduzir a temperatura, tudo sem prejudicar a combustão ou a confiabilidade do motor. 

 

Em 2015 a BMW lançou com o M4 GTS uma tecnologia, desenvolvida pela Bosch e disponível também para outros fabricantes, que permite a injeção de água no motor. Todos sabem que, normalmente, ter água circulando pelo motor não é algo exatamente positivo e desejável, mas neste caso foi encontrada uma solução que garante melhor resposta do motor sem causar qualquer dano. É verdade que a injeção de água no motor não foi descoberta agora (aviões da Segunda Guerra usaram o recurso e a Oldsmobile já utilizou a solução nos anos 1960), mas ela ressurge e foi explicada pelo canal Engineering Explained.

 
 
 

O sistema recorre a três injetores colocados no coletor de admissão (a Porsche faz o mesmo com o 911 GT2 RS, mas nos intercoolers). Isso, junto com as altas temperaturas de funcionamento do motor, explicam o fato de que a água seja imediatamente evaporada quando chega à câmara de combustão. Mas ela vai aumentar a densidade do ar, por estar a temperaturas inferiores, e também reduzir, em cerca de 25º Celsius, a temperatura de combustão.

O resultado é um aumento do boost do turbo e redução do tempo para a ignição, sem que isso cause danos para a confiabilidade do motor a longo prazo. Aliás, por reduzir as temperaturas até ajuda a prolongar a vida de componentes como pistões, válvulas e turbo. A chave está num depósito de cinco litros de água, que deve ser enchido, numa utilização normal em ruas e estradas, a cada seis ou oito abastecimentos de combustível. Mas em pista, esse depósito tem o líquido evaporado rapidamente.

Como recordou a BMW quando lançou o M4 GTS, esta injeção de água no motor permitiu aumentar a potência do esportivo para os 500 cv e o torque  para os 60 mkgf, mas mantendo as emissões ao nível do M4 normal. Além de permitir aumento de potência do motor em cerca de 10%, outro ponto positivo é a possibilidade de usar taxas de compressão mais elevadas.

Ou seja, uma série de vantagens, a um custo aparentemente não tão elevado.


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