LANÇAMENTO: Nissan Kicks troca de passaporte e agora é nacional

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Quase um ano depois de seu lançamento no Brasil, o Nissan Kicks mexicano passou a ser fabricado no Brasil. Isso elimina, por exemplo, a limitação de volume de carros disponíveis (é cobrado imposto se superada a cota de unidades da marca). Agora o Kicks é produzido em Resende, RJ, e ganhou mais opções: agora são três versões de acabamento (eram duas, agora tem as S, SL e SV)) e o mais simples pode ser equipado com transmissão manual (a caixa de câmbio CVT está disponível em todas as versões). O leque de preços ficou mais interessante, pois começa em R$ 70.500, podendo chegar a R$ 94.900.

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por Marcos César Silva/fotos do autor e divulgação

O preço mais baixo é da versão S com câmbio manual, até então inédita no Brasil. O visual é, claro, mais simples, com para-choques sem pintura integral, rodas de aço aro 16 com calotas, bancos revestidos de tecido e sistema de som básico, mas com conexões USB e Bluetooth. Equipado com câmbio CVT, o preço sobe para R$ 79.200. Aí estão incluídos itens que são opcionais no manual, como controle de estabilidade, de tração e auxílio de partida em rampa, mais faróis auxiliares e rodas de liga-leve aro 16.

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Como acontece na maioria dos casos, nacionalizar a produção de um carro em geral não significa melhorar a relação custo/benefício, ou no caso, preço/equipamentos de linha. Exemplo disso é a versão SV nacional, que custa R$ 85.600 mas é menos equipada que o SV que vinha do México. Custava cerca de R$ 700 a menos e tinha ar-condicionado automático, leds nas luzes diurnas, e instrumentos com área digital configurável, entre outros. O SV tem como opcionais bancos de couro e airbags laterais e de cortina.

SEM AJUDA

Perdeu ainda o conjunto de auxílio ao motorista, que agora só equipa o SL: Estabilizador Inteligente de Carroceria, que usa sensores de aceleração para detectar movimento do carro e desacelerações para estabilizar a carroceria; Controle Inteligente em Curvas, para reduzir as derrapagens, e Controle Inteligente de Freio-Motor, que capta sinais dos sensores de aceleração e do volante, acionando o freio-motor em curvas e descidas.

O top de linha é o SL, que agora custa R$ 94.900 (era R$ 90.000) e também não traz mais as luzes de leds. Por outro lado, ganhou retrovisores com rebatimento elétrico e sistema multimídia Multi-App, que não atua com Android Auto e Apple Car Play. O GPS continua de fora do Kicks, mas o SL ganhou o alerta de risco de colisão frontal com assistência inteligente de frenagem, recurso que não estava presente até então no Nissans. O sistema atua na possibilidade de colisão frontal com aviso sonoro e visual no painel; mais um aviso sonoro e visual no painel e frenagem parcial se não houver reação do motorista, e frenagem total para evitar ou reduzir as consequências do choque.

DESEMPENHO E CONSUMO

Fora as mudanças de conteúdo, o Kicks nacional dinamicamente é igual ao mexicano. O motor 1.6 16 válvulas tem 114 cv de potência (etanol) e 15,5 mkgf de torque (gasolina ou etanol); há pré-aquecimento do álcool para partida a frio. A caixa CVT não permite mudanças manuais, e tem apenas o programa Sport, que mantém o motor em rotações mais altas. Uma diferença no Kicks nacional é o pneu 205/60 calçando rodas aro 16 na versão S; o importado usava em todas as versões os 205/55-17. Isso melhora o conforto, pois os pneus série 60 permitem melhor absorção de irregularidades do piso que os série 55.

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Em consumo, o CVT ajuda. Segundo dados da fábrica: faz 11,4/8,1 km/litro na cidade (contra 11,1/7,8 km/l do manual) e 13,7/9,6 km/l em estrada (contra 13/9 km/l do manual),  com gasolina/etanol. A versão que usa câmbio manual é cerca de 20 kg mais leve, o que somado à resposta mais rápida do câmbio, permite aceleração um pouco melhor que a do CVT: faz de zero a 100 km/h em 11 segundos (12s no manual), e a velocidade máxima nos dois casos é de 175 km/h.

CONCLUSÃO

As novidades do Kicks brasileiro são boas, em especial a opção de caixa de câmbio manual e de acabamento mais simples, que tornam o carro mais acessível, inclusive para pessoas com deficiência. Isso não acontecia antes. De resto, todas as boas virtudes da versão importada foram mantidas. Ruim para o consumidor apenas o preço da versão SL e a perda de alguns equipamentos. Mas, o que é barato no Brasil?

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Versões e Preços

Kicks S manual (R$ 70.500) – Alarme, ar-condicionado; airbags frontais; cintos de segurança de três pontos para os cinco ocupantes; comandos de telefone, áudio e computador de bordo junto ao volante; controles elétricos para vidros/travas/retrovisores; fixações Isofix; freios com ABS, EBD e assistência de emergência; partida a frio sem tanquinho; rádio com USB e Bluetooth; rodas de aço aro 16, e volante com regulagem de inclinação e distância. Opcional: “pacote” com assistência de partida em subida e controles eletrônicos de tração e estabilidade.

Kicks S CVT (R$ 79.200) –  Acrescenta ao S assistente de partida em subida, controles de estabilidade e tração, faróis auxiliares, rodas de liga-leve aro 16 e câmbio automático CVT.

Kicks SV CVT (R$ 85.600) – Acrescenta ao S o câmbio CVT, câmera traseira para manobras, chave presencial para acesso e partida, para-choques pintados na cor do carro, retrovisores com luzes de direção, rodas de liga-leve aro 17, sensor de estacionamento traseiro e tela de 7 polegadas no multimídia. Opcional: “pacote” Plus com bancos de couro e airbagas laterais e de cortina.

Kicks SL CVT (R$ 94.900) – Acrescenta ao SV CVT; ar-condicionado automático; bancos de couro; airbags laterais e de cortina; câmeras com visão em 360 graus; controle eletrônico em curvas, estabilizador de carroceria e controle de freio-motor; faróis com acendimento automático; maçanetas cromadas; controle de pontos cegos; quadro de instrumentos com área digital; retrovisores com rebatimento elétrico automático e multimídia Multi-App com acesso a aplicativos e conexão com internet. Opcional: “pacote” Tech (alerta de risco de colisão frontal com assistência inteligente de frenagem e faróis diurnos com leds).


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