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LE MANS: O RENAULT ALPINE A442B 1978

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Ainda estamos longe da próxima edição da “24 Horas de Le Mans”, que só vai acontecer em 22 de junho. Mas a tradicional prova continua reunindo cada vez mais fãs e criando paixões. E se existe um país apaixonado pelos seus carros e pilotos, a França é um deles.

Vamos voltar à 46ª edição, em 1978, onde uma multidão presente assistiu à vitória da equipa Renault, que venceu com o carro número 2. O Renault Alpine A442B foi pilotado pela dupla Jean-Pierre Jaussaud/Didier Pironi, e percorreu mais de 5.000 kms à velocidade média superior a 210 km/h.

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O motor Renault V6 tinha já dado provas da sua capacidade e confiabilidade, desde que foi apresentado em 1973. Foi naquele mesmo ano que conquistou a sua primeira vitória entre os esporte-protótipos, seguindo-se outras cinco em 1974. Em 1976 e 1977, o mesmo motor venceu o Campeonato Europeu de Fórmula 2, tendo Jean-Pierre Jabouille (Martini-Elf) e René Arnoux (Elf-Switzerland) terminado nos dois prumeiros lugares.

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Em 1975, o mesmo motor 2.0 recebeu um turbocompressor, sistema patenteado por Louis Renault em 1902, elevando a potência de 285 cv para 500 cv. O V6 Gordini-Elf chegou bastante perto da vitória na “24 Horas de Le Mans” em 1977, terminando logo atrás do Porsche que venceu naquele ano. No entanto, a revanche veio logo depois, em 1978, quando dois Alpine cruzaram a chegada em 1º. e 4º. lugares.

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 Vencer em Le Mans nunca é apenas uma questão de sorte. O carro que venceu em 78 teve a sua origem em 1973, quando a Alpine decidiu regressar à competição com o apoio técnico da Elf. O sucesso pode ser atribuído a diversos fatores: uma equipe altamente motivada, criada por Jean Terramossi e liderada por Gérard Larousse; um motor V6 desenhado por Bernard Dudot com novo turbocompressor; o envolvimento da Reanult por meio da Renault Sport, fundada em 1976; e claro, a presença de pilotos altamente qualificados como os três Jean Pierre (Jabouille,  Jaussaud e Jarier) e Didier Pironi.

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 Durante o período de cinco anos, o motor aspirado A440 transformou-se no 441 e depois no turbo 442. Em 1978, a Renault, em anúncio feito pelo seu então presidente Bernard Hanon, anunciou o abandono da marca em futuras edições de Le Mans, já que iria iniciar sua trajetória na Fórmula 1 moderna. Era o fim de uma era, mas o começo de outra.


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