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Livro revê a vida e obra de Henry Ford

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O historiador  Richard Snow, nascido em Nova Iorque, fez uma nova leitura da biografia de Henry Ford e publicou o livro “FORD – O homem que transformou o consumo e inventou a Era Moderna” (Ed. Saraiva, 416 páginas por R$ 44,90) já disponível nas livrarias brasileiras.

A história de Ford é bem conhecida, mas foi recheada com detalhes sobre a sua vida, que Snow dividiu em apenas duas etapas: o homem cativante, generoso e brilhante na primeira metade de sua existência, e tirano, teimoso, arrogante, anti-semita e megalomaníaco depois que ficou milionário.

Essas manchas, no entanto, não apagam as glórias do homem que inventou o consumo  e que, decisivamente, influenciou a qualidade de vida urbana e a liberdade da mobilidade.

Ford inventou o modelo T, feito para o homem comum, longe do luxo de outros carros do início do século. Era um carro popular e foi lançado nos Estados Unidos, em 1908, por US$ 850, todos na cor preta, produzido para ser usado no dia a dia e que se transformou num grande sucesso. Quando foi retirado de linha em 1927, a Ford contabilizou exatamente 15.484.781 de unidades vendidas.

Até hoje, muitos acham que Henry Ford inventou o automóvel. Quase isso. Ele teve a ideia de fazer uma linha de montagem, na qual o veículo caminhava numa esteira e os operários não precisavam se locomover.

Foi uma revolução. Ford sempre se preocupou em oferecer um produto simples, resistente e confiável, embora sem conforto. Mesmo assim, influenciou profundamente o laser e o turismo e a criação de toda uma rede de infra-estrutura para sustentar a evolução do automóvel, como estradas, postos de serviço e combustível, oficinas, borracheiros, concessionárias, fabricantes de acessórios, autopeças etc.

Snow aborda em sua obra diversas ações equivocadas, como o livro que Ford escreveu -“O Judeu Internacional”, publicado em 1920, que influenciou a expansão mundial do anti-semitismo e até a formação da ideologia nazista.

Ford era obcecado pela idéia de que os judeus, além de controlar as finanças do mundo, queriam incentivar guerras para promover o comércio. Ele foi agraciado por Hitler com a Grande Cruz da Águia, a maior condecoração que um estrangeiro poderia receber na Alemanha Nazista.

Sua megalomania, de homem que achava poder tudo, o levou a perder muito dinheiro, escreve Snow, quando pensou em produzir borracha para pneus e assim não depender do produto que era importado do sudeste asiático.  Ele criou a Fordlândia, em plena floresta amazônica, às margens do rio Tapajós, região desconhecida para os engenheiros de Dearborn. Foi um desastre. Outro exemplo de precipitação foi a criação da Ford Argentina, em 1914, achando que era um país com estilo de vida típico “europeu”, e só percebeu o potencial do mercado brasileiro em 1919, quando autorizou a criação da Ford Brasil.

Detalhe interessante foi a teimosia e a falta de visão inovadora em substituir o Ford T por outro produto mais moderno. Talvez esse procedimento tenha influenciado para que a empresa adotasse a inovação como um dos seus pilares de desenvolvimento.

Mesmo com esses aspectos negativos, Henry Ford foi eleito, em 1999, o empresário do século XX e o Ford T, o carro do século. Além disso, o sistema de linha de montagem, idealizado pelo empreendedor, ficou conhecido na América como “Fordismo”. Mais tarde, outros fabricantes, começaram a aplicar o Fordismo o que contribuiu para a evolução da sociedade americana.

O Ford T encerrou sua carreira de mais de 15 milhões de unidades vendido a US$ 295, o que permitia que qualquer pessoa pudesse comprá-lo.

Mais informações: www.fordparatodos.com.br


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