Auto&Técnica | Desde 1995, 23 anos de boas notícias.

Maserati Ghibli SQ4: um sonho possível!

Compartilhe!


Poderíamos dizer que, quando Ettore, Ernesto e Alfieri Maserati fundaram a Officine Alfieri Maserati em 1 de dezembro de 1914, em Bologna, Itália, não imaginavam que sua marca, um dia, produziria carros tão espetaculares como os que saem até hoje de suas linhas de montagem. Bobagem. Eles sabiam sim!

Texto e fotos: Renato Pereira, especial para AUTO&TÉCNICA


Assim como seus sucessores no controle da montadora -hoje sob a batuta da Fiat (que também controla as marcas Lancia e Alfa Romeo), uma das divisões da Fiat Chrysler Automobiles- também o sabem. Prova disso foi a criação da terceira geração de um dos maiores sucessos por ela produzido, o Ghibli (nome de um vento quente da região do Mar Mediterrâneo), lançado em 1967 e que atingiu enorme sucesso, além de ter consagrado de imediato o designer Giorgetto Giugiaro como “criador de obras-primas”.

Primeira geração: AM115 – Produzido entre 1967 e 1973, o modelo criado por Giugiaro era oferecido nas versões fastback, coupé e spyder, com um potente motor 4.7V8 de 306 cv de potência, acoplado a um câmbio mecânico ZF de 5 marchas, que atingia 250 km/h. Em 1969 foi criada a versão SS, equipada com motor 4.0V8 e 330 cv de potência, cuja velocidade máxima era de 280 km/h. “Deixavam na saudade” ícones Corvette Stingray 7.0V8 de 435 cv (229 km/h) e Shelby Mustang GT500 7.0V8 e 335 cv (209 km/h).

Segunda Geração: AM336 – Iniciado em 1992 e encerrando sua produção em 1992, a Maserati trouxe a segunda geração do Ghibli com carroceria cupê duas portas, criada pelo designer Marcello Gandini, com duas versões de trem de força: 2.0V6 bi-turbo e 302 cv, com câmbio manual de 6 marchas e velocidade máxima de 260 km/h, para o mercado europeu, e 2.8V6 bi-turbo e 280 cv, câmbio manual de 5 velocidades ou automático de 4 velocidades, e 250 km/h de velocidade máxima para outros mercados.

Terceira Geração: M157 – De volta ao controle 100% italiano, a montadora do Tridente ficou encarregada do segmento dos sedãs super-luxo de alta performance, e assim nasceu em 2012 o Maserati Ghibli atual, criada por Marco Tencone, marcando a entrada da marca no mercado de carros executivos médios, posicionado logo abaixo do modelo Quattroporte.

O Ghibli é o primeiro carro a ser sustentado pela plataforma Maserati M156 e foi o best-seller da empresa até o lançamento do SUV Levante. Suas vendas atingiram 6.000 unidades em seu primeiro ano no mercado, número que continuou aumentando para 22.500 em 2013 e 36.448 em 2014.

O Maserati Ghibli Terceira Geração compartilha a arquitetura da sexta geração do “irmão” maior Quattroporte, mas com distância entre-eixos mais curta em 200 mm, com o comprimento total menor em 290 mm. A suspensão é com dois triângulos no eixo dianteiro e multilink de 5 pontos no eixo traseiro, com o sistema de amortecimento adaptável Skyhook opcional.

Todos os modelos Ghibli empregam a transmissão automática ZF 8HP de 8 velocidades e diferencial traseiro de deslizamento limitado. O sistema de freios utiliza discos ventilados nas quatro rodas, pinças de quatro pistões na frente e pinças flutuantes na traseira; os modelos S vêm com discos duplos de perfuração cruzada maiores, pinças de seis pistões na frente e pinças de quatro pistões na traseira.

Desde o lançamento, o Ghibli está disponível com duas opções de motores a gasolina e um a diesel: 3.0V6 com 330 cv nas duas versões de base, 3.0V6 bi-turbo com 410 cv no Ghibli S ou Ghibli S Q4 de alto desempenho (versão com tração integral, disponível apenas com este motor) e turbo-diesel 3.0V6 com 271 cv. Os motores a gasolina são de 2.979 cm3 a 60° V6. Utilizam um turbocompressor por bancada de cilindros, intercoolers duplos e injeção direta. O motores são projetados e montados pela Ferrari. Em 2018, o Ghibli S e S Q4 foram atualizados para 425 cv e 58 mkgf de torque. O Ghibli é o primeiro Maserati da história a ser oferecido com motor diesel. A unidade é um A630 3.0V6 turbo, injeção common rail com geometria variável e projetado e produzido pela VM Motori, subsidiária da Fiat Powertrain. No mercado italiano, apenas uma versão diesel está disponível, devido à tributação mais alta em carros com mais de 250 cv.

A versão S do Ghibli também pode contar com o sistema de tração integral Q4, com tração nas quatro rodas e comercializada como Ghibli SQ4. Anexado ao final da transmissão de 8 velocidades, está uma caixa de transferência, contendo uma embreagem controlada eletronicamente, que envia o torque por meio de um eixo para um diferencial aberto fixado no cárter de óleo. Durante a operação normal, o carro é apenas tração traseira; quando necessário, o sistema pode desviar até 50% da potência do motor para as rodas dianteiras. O sistema adiciona 59 kg ao peso do carro, sem alterações no desempenho, consumo ou distribuição de peso. Os veículos Maserati com tração nas quatro rodas representam 70% das vendas de sedãs da empresa nos Estados Unidos.

Internamente, como não poderia deixar de ser, tudo é absolutamente bem projetado, manufaturado, montado e funcional, com os melhores e mais sofisticados materiais do mercado, além de toda a eletrônica embarcada já esperada O modelo exibido nesta matéria é um Ghibli SQ4 2014 com míseros 25.488 quilômetros rodados, irretocavelmente impecável, que esta a venda na loja de veículos premium Automotive São Paulo (www.automotivesp.com.br), com toda sua glória e seu esplendor. Lá você, leitor, poderá conferir o altíssimo nível de luxo, conforto e elegância deste magnífico puro-sangue italiano!


Compartilhe!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *