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Microlino já é realidade: a Romi-Isetta da nova era chega ainda este ano

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Seja pelo desenho simpático, seja pela praticidade urbana, a verdade é a Isetta -que no Brasil se chamava Romi-Isetta, na Itália Iso-Isetta e na Alemanha, BMW-Isetta- de tempos em tempos ameaça voltar às ruas. Foi uma espécie de “carro certo na hora errada”.

A Isetta foi um dos microcarros produzido logo depois da Segunda Guerra Mundial. Embora o desenho seja originário da Itália, foi fabricada em outros países, como Espanha, Bélgica, França, Brasil, Alemanha e Reino Unido.

Em 9 de abril de 1953 a empresa italiana Iso Automotoveicoli, fabricante de motocicletas e triciclos comerciais, apresentou no salão de Turim um projeto iniciado um ano antes, denominado Isetta, que consistia em um automóvel de baixo custo, dois lugares e voltado para a realidade da economia do pós-guerra italiano. Projetado pelo engenheiro aeronáutico Ermenegildo Preti e seu colaborador Pierluigi Raggi, tinha características peculiares, como a porta única frontal, para facilitar o acesso ao interior do veículo, pequenas dimensões, boa dirigibilidade e performance suficiente para a época (máxima de 85 km/h) com consumo de até 25 km/litro.

Apesar dos evidentes dotes de racionalidade e economia, sua vida na Itália teve curta duração e sua fabricação encerrou-se em 1956. No Brasil, a Romi-Isetta foi produzida entre 1956 e 1961, pelas Indústrias Romi, com sede em Santa Bárbara d’Oeste, Interior de São Paulo. Lançada em 5 de setembro de 1956, a Romi-Isetta, equipado com motor de dois tempos, foi o primeiro automóvel de passeio fabricado no Brasil.

Em 1959, a Romi-Isetta passou a ser equipada com motor de quatro tempos BMW. Ao todo, no período de 1956 até 1961, foram fabricadas aqui cerca de 3.000 unidades no Brasil. No início dos anos 1980, foi exibido aqui um exemplar da Diasetta, tentativa de trazer o carro de volta às ruas, mas que não deu em nada.

Décadas depois, em 2016, uma empresa suíça garantiu que já tinha quase tudo pronto para o lançamento de Microlino , um retrô inspirado nas Isetta. Mas alguns problemas relacionados com o desenvolvimento e  aprovação do projeto atrasou sua chegada até 2018, ano em que a Comunidade Européia finalmente deu o OK para sua produção. Afinal, a China já tem uma versão elétrica da Isetta pronta.

A produção começará em algumas semanas, sendo as primeiras unidades entregues para seus clientes  no início de 2019. Esteticamente, o Microlino é uma reedição da Isetta, incluindo alguns detalhes, como o único acesso por meio de uma porta localizada na frente. Isso pode esbarrar na legislação de alguns países.

 

Logicamente, sua construção não tem nada a ver com a velha Isetta, usando materiais leves e soluções modernas, como iluminação por LEDs, teto solar de vidro ou uma tela touchscreen no painel. Com comprimento de apenas 2,4 metros, o modelo chegará em formato 100% elétrico, exatamente o tipo de motor que combina muito bem com o conceito urbano da Microlino. Dependendo do tamanho da bateria instalada, o veículo terá autonomia de 120 ou 200 km, sendo capaz de ser recarregado em apenas quatro horas com uma tomada elétrica convencional.

Para cumprir com as normas vigentes na Europa,  o motor desenvolve 15 kW de potência e é considerado um quadriciclo, mas que exigirá carta de habilitação, ou seja, segue conceito similar ao do  Renault  Twizy.  Pesa 450 kg sem bateria e passageiro, e atinge a velocidade máxima de 90 km/h .

 

A ideia da empresa  é colocá-la à venda nos últimos meses deste ano, inicialmente na Suíça e, pouco tempo depois, iniciar sua comercialização em outros países como França, Alemanha (2019), Holanda, Reino Unido e, talvez, Espanha. Os preços estimados aumentaram significativamente desde 2016, com a reencarnada Isetta custando cerca de 12.000 Euro iniciais (cerca de R$ 52,5 mil) .


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