Montadora compra coleção com 543 carros clássicos

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Não, não é no Brasil. A Jaguar Land Rover anunciou a compra da maior coleção privada de automóveis britânicos, garantindo assim que esta parte importante da história automóvel se mantenha no Reino Unido. A coleção, formada ao longo de muitos anos pelo britânico James Hull, inclui 543 automóveis clássicos, na sua maioria britânicos, e conta com muitos e fantásticos modelos da marca Jaguar, como os XK SS, C-Type, D-Type e E-Type.

Os automóveis da coleção irão participar ativamente nas ações promocionais do grupo e de marketing institucional, com o objetivo de desenvolver o negócio e a presença de cada marca em mercados existentes ou emergentes.

A coleção, que foi cuidadosamente reunida e restaurada por James Hull, empresário e filantropo britânico apreciador de automóveis, inclui mais de 130 Jaguar e modelos iniciais da Swallow Sidecars e Austin Seven com carroceria Swallow, em complemento a uma linha de modelos anteriores à II Guerra Mundial, como os série SS ou os XK 120, entre os quais se destaca um exemplar raro com carroceria em liga-leve.

A coleção inclui também diversos Jaguar C-Type, D-Type, um XKSS, oito E-Type, 30 sedãs clássicos “Mark” da Jaguar, 19 modelos XJS e mais de 20 sedãs XJ, com proprietários anteriores famosos.

A maioria destes veículos encontra-se em estado excepcional de conservação e possuem um legado de histórias variadas realmente fascinantes. A coleção inclui também muitos outros veículos e modelos britânicos igualmente famosos e emblemáticos.

Uma oficina “Jaguar Heritage” integralmente nova foi construída na histórica fábrica de Browns Lane, Coventry, e irá ocupar-se da manutenção dos Jaguar da coleção. Estas novas instalações irão também disponibilizar ao público serviços de manutenção e restauração de clássicos com a garantia da Jaguar.

Esta compra confirma o compromisso cada vez maior da Jaguar Land Rover com a preservação e ampliação do legado de ambas marcas. Este é mais um passo que vem complementar a recente criação da divisão de “Special Operations” da marca, cuja criação reforça a idéia de aumentar e supervisionar o passado de automóveis clássicos do Grupo e criar edições limitadas, exclusivas e originais, como o Jaguar Project 7, recentemente apresentado.

O Project 7 é um Jaguar F-Type de série limitada, inspirado no lendário D-Type, que celebra este ano o seu 60º aniversário. O nome é homenagem às sete vitórias consecutivas conseguidas pela Jaguar em Le Mans.

A Jaguar Heritage, que integra a divisão Special Operations, anunciou recentemente a construção de seis réplicas exatas do modelo de competição E-Type Lightweight de 1963. Os novos Lightweight serão produzidos manualmente por artesãos altamente qualificados da Jaguar, em novas instalações que a Jaguar Heritage construiu em Browns Lane, a menos de noventa metros do local original onde foram produzidos os veículos até 1963. Estas novas instalações irão prestar também serviços de manutenção e restauração com a garantia Jaguar aos modelos clássicos da marca.

Segundo declarações de John Edwards, executivo da Special Vehicle Operations, “estamos muito contentes pela Jaguar Land Rover ter chegado a um acordo com James Hull para preservar o futuro de uma coleção tão importante de veículos Jaguar, bem como de outras marcas britânicas. Partilhamos o mesmo objetivo que James: manter esta coleção única em mãos britânicas. Estamos muito satisfeitos com este acordo, que assegura a sua conservação por muitos anos. Esperamos poder continuar a trabalhar com James no futuro, durante todo o processo de desenvolvimento das nossas atividades relacionadas com automóveis históricos”.

Pela sua parte, James Hull declarou que “viajar por tudo o mundo para completar esta coleção ao longo dos anos foi um trabalho de dedicação total e a obra de uma vida, a minha motivação principal não foi conseguir o melhor preço, mas sim assegurar o futuro da coleção neste país, colocando-a sob a guarda apropriada. Tive a oportunidade de poder conhecer bem a Jaguar Land Rover nos últimos anos e emprestei automóveis da coleção para eventos como a ‘Mille Miglia’, em complemento ao apoio a ações específicas da Jaguar na China. São os guardiões perfeitos para preservar o futuro da coleção, e sei que a deixo em boas mãos”.

No Brasil, as montadoras nunca mostraram interesse em montar ou manter uma coleção. A GM até tentou criar um museu, mas o projeto não foi adiante. A Fiat tem reunido alguns carros, mas ainda não divulgou o que pretende fazer com eles. A VW preserva alguns poucos modelos, e a Ford perdeu no tempo até mesmo parte do acervo da Willys. A corrida desenfreada atrás de lucros impede que se pense neste importante instrumento institucional, como acontece mundo afora.

 


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