O Chevrolet Corvair Testudo 1963

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De todas as fabulosas criações de Nuccio Bertone, uma de suas favoritas era um Chevrolet Corvair, na veredade o Bertone Testudo de 1963.

Bertone e Giugiaro

Enquanto o Corvair Testudo (antes que comecem as piadas, Testudo é uma espécie de tartaruga encontrada no Mediterrâneo) era considerado o carro favorito pessoal do famoso desenhista italiano Nuccio Bertone (1914-1997), o projeto era na verdade obra de um jovem funcionário de Bertone, chamado Giorgetto Giugiaro.

da Redação

Em 1967 Giugiaro fundaria o seu próprio estúdio de desenho, a Italdesign, que logo se tornou uma das mais bem sucedidas e produtivas casas de design da indústria não só automotiva. Os desenhos mais familiares do Giugiaro incluem o Maserati Merak, Volkswagen Golf, DeLorean, Fiat Panda, VW Passat, Iso Griffo, Fiat 850, Lotus Sprit, Fiat Uno e incontáveis outros. Giugiaro diz que o Testudo foi o primeiro carro em que ele recebeu carta-branca para desenhar como quisesse, e ele usou elementos desse seu desenho na Ferrari Daytona e outros projetos.

O Testudo começou a nascer quando o chefe de estilo da General Motors, Bill Mitchell, enviou um cupê Corvair Monza de 1962 para a Bertone, em Turim, Itália. Como conta a história, Mitchell queria ver o que Bertone poderia fazer a partir do conjunto incomum do Corvair.

Para começar, Bertone encurtou a plataforma da carroceria, reduzida em cerca de 12 polegadas (30,48 cm) -de 108 (274,32 cm) a 94 polegadas (238,76 cm) de distância entre-eixos- para obter as proporções adequadas para um modelo de dois lugares. Este era um truque de reestilo que Mitchell também gostava de aplicar.

Enquanto a carroceria personalizada foi fabricada em aço e folha de alumínio sobre uma estrutura de madeira, na melhor tradição de construção de ônibus italianos (imagem acima), o grande p-ara-brisa inclinado foi feito de vidro de segurança, com um painel de teto de acrílico escurecido, para fornecer um pouco de sombra para os passageiros.

Originalmente pintado de prata e equipado com calotas do Corvair de produção, o Testudo foi mais tarde equipado com rodas raiadas e ganhou pintura em branco pérola. A foto acima enfatiza o perfil bastante plano, baixo e longo, que serviu de inspiração para o nome de batismo, a tartaruga Testudo. O motor Corvair arrefecido a ar montado na traseira e o câmbio manual de quatro velocidades foram mantidos.

Bertone e seu carro favorito

Para ser acomodado na carroceria ultra-baixa, o interior foi equipado com bancos esportivos tipo “concha”, painel de instrumentos em forma de “L” e um volante retangular especialmente criado para o modelo (abaixo). Apesar do visual radical, o Testudo foi pensado para ser um carro de rua, e o próprio Bertone teria dirigido o carro de Milão até Genebra para sua estreia no Salão de Genebra de 1963. E Giugiaro trouxe o carro de volta…

Ao contrário de tantos show cars e one-offs que foram destruídos e agora estão perdidos para sempre, podemos garantir que o Testudo passa bem, obrigado. Felizmente. Em 2011, numa venda por leilão na Itália, o carro foi oferecido como parte de um grupo de seis unidades da coleção oficial da Bertone, encontrando uma nova casa por cerca de US$ 400 mil.

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