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O que a nova Bugatti Tourbillon tem em comum com o Lafer LL e um Citroën de 20 anos atras?

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O Bugatti Tourbillon está sendo apresentado ao mundo automotivo e sendo muito comentado, pelos melhores motivos, combinando especificações técnicas impressionantes com um visual fantástico (em breve em AUTO&TÉCNICA). É um carro extremamente rápido, caro para 99,9% dos habitantes do planeta e uma espécie rara, devido à produção bastante limitada. No entanto, há um detalhe que não escapou aos olhares atentos dos apaixonados por carros, uma particularidade interna que remete a um modelo antigo da Citroën, mais precisamente ao C4 de 2004. E por que não dizer, mais ou menos aplicada antes no Lafer LL do início dos anos 1980 e, mas atrás ainda, num conceito da Maserati.

por Marcos Cesar Silva

O novo hipercarro da marca tem o cubo de volante fixo, onde o aro gira enquanto o centro permanecia fixo. A antiga ideia da Lafer e da Citroën -e da Maserati- era ter todos os botões das diversas funções e instrumentos do carro, sempre na mesma posição, mesmo que o motorista estivesse virando o volante para a esquerda ou para a direita. Não apenas botões, mas também luzes de aviso, montadas na parte superior do cubo do volante. O Lafer LL, bem mais precário, reunia todas os avisos mais velocímetro e conta-giros (luminosos) onde ficava o cubo do volante.

Lafer LL, do final dos anos 1970, e seu painel no interior do volante (foto reprodução Maxicar).

Anos depois da Lafer, a Citroën incorporou este layout incomum em outros carros, incluindo o C4 Picasso e o C5. No entanto, viria a ser abandonado. No entanto, duas décadas depois, outra marca francesa, agora de nível superior, está recuperando a ideia e levando-a a um patamar totalmente novo. Desenvolvido pela Bugatti junto com relojoeiros suíços, o painel de instrumentos em titânio é uma obra de arte, fixado no cubo do volante.

A ideia do cubo fixo, bem executada, do Citröen C4 de 20 anos atrás.

Isso significa que você sempre terá a visão dos mostradores desobstruída. O conta-giros de até 10.000 rpm e o velocímetro marcando a máxima de 550 km/h (!) estão sempre visíveis através do aro robusto do volante. O painel de instrumentos é principalmente analógico, exceto uma pequena tela que mostra a velocidade e em que marcha está a transmissão de dupla embreagem de oito velocidades.

Embora o cubo fixo do volante esteja principalmente associado à Citroën e esteja a ser trazido de volta pela Bugatti, a ideia não nasceu em França, muito menos no Brasil. A italiana Maserati Boomerang, conceito de 1972, tinha uma filosofia semelhante, e curiosamente o conta-giros analógico veio do Citroën SM (M de Maserati), porque a empresa foi proprietária da Maserati entre 1968 e 1975. Deu prá entender?

O painel da Maserati Boomerang de 1972.

Depois, há o Jesko, da Koenigsegg, com o cubo do volante trazendo painel de instrumentos digital montado direto nele. Como funciona? A tela é giroscópica, portanto o painel não gira com o volante, garantindo que a leitura permaneça sempre na horizontal.


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