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Oito clássicos esquecidos da Alfa Romeo

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A Alfa Romeo, marca que está absolutamente esquecida no Brasil, é repleta de história e carisma. Qualquer carro da marca de Milão é sempre admirado quando passa na rua ou participa de eventos de clássicos. No entanto, existem aqueles modelos que parecem que simplesmente ter desaparecido do radar dentro da história da marca italiana.

AUTO&TÉCNICA traz oito exemplos de modelos da Alfa Romeo, algo esquecidos, mas que provocam suspiros e taquicardia até hoje. Incluindo dois modelos brasileiros, claro.

T10 (1954)


 
Com o final de Segunda Guerra Mundial, a produção de veículos comerciais atingiu o seu auge, e nem mesmo a Alfa Romeo escapou, lançando a T10, também conhecida por Alfa Romeo Romeo, que ficou apelidada como a “Kombi italiana”. Podia ser equipada com duas motorizações, 1.3 litros de duplo comando de válvulas no cabeçote a gasolina com 35 cv ou com o estranho motor diesel de dois cilindros e compressor volumétrico, de 30 cv.

2000 Berlina (1957)


 
Este automóvel é bastante raro na Europa, mesmo na época em que foi lançado, tendo sido produzidos somente 2.804 exemplares, muito menos que os concorrentes de outras marcas de luxo. Foi um carro que, apesar de ser muito bem construído, não foi bem sucedido nas vendas. Era equipado com motor de quatro cilindros em linha, 2 litros e duplo comando de válvulas no cabeçote, com 108 cv -que foi também utilizado pelo 2000 Sprint e Spider e caixa de câmbio de cinco velocidades-, um dos primeiros automóveis a utilizá-la. O maior fator de fracasso foi a sua mecânica, que apesar de ser robusta, era inferior à concorrência.

A versão brasileira do Alfa Romeo 2000 foi produzida de 1960 a 1968 pela Fábrica Nacional de Motores. Tinha motor de 1975 cm3 e 95 cv. O carro usou o nome FNM JK, querendo homenagear o presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek, mas por conta da ditadura, o nome foi mais tarde mudado para FNM 2000.

2600 Berlina (1962)

O Alfa Romeo 2600 Berlina foi o sucessor do 2000 Berlina, trazendo um motor maior e com mais cilindrada, de seis cilindros em linha e 2.6 litros, agora com 132 cv. Apesar de tudo, mais uma vez, não foi bem aceito pelos compradores, e somente 2.051 exemplares foram construídos. Surpreendentemente as versões 2600 Spider e Sprint venderam melhor que a Berlina.

FNM 2300 (1973)


 Velho conhecido dos brasileiros. Este automóvel é uma versão maior do Alfetta e foi produzido na fábrica do Rio de Janeiro pela FNM, e depois pela Fiat, entre 1974 e 1986. A plataforma é do Alfa Romeo 1900 dos anos 1950, com motor de quatro cilindros, duplo comando de válvulas e 2.300 cm3 de 140 cv. Devido ao aumento da procura por automóveis movidos a etanol, o 2300 vendeu muito pouco na época e alguns exemplares foram exportados para a Europa, mas mesmo aí não cumpriam com os requisitos ao nível da qualidade de construção, e pouco venderam também.

Alfasud Sprint (1976)


 
O Alfasud foi um modelo de sucesso da Alfa Romeo e, na época, era o melhor tração dianteira do mercado. A Alfa Romeo levou a fórmula mais longe e lançou o Coupé Alfasud Sprint, desenhado por Giorgetto Giugiaro e equipado com motores boxer de quatro cilindros, inicialmente de 1.3 e 1.5 litros de 76, 79 e 84 cv. Apesar do enorme sucesso, com 121.434 exemplares construídos, hoje em dia é um carro bastante raro.

Alfa 6 (1979)


 
O Alfa 6 era o top de linha da marca nos anos 1980 e foi o primeiro modelo onde o motor Busso V6 foi aplicado, aqui com 2.5 litros de cilindrada e 158 cv. Nunca conseguiu números satisfatórios de vendas, muito por culpa do elevado consumos, apesar de ser um automóvel realmente espetacular. Chegou a ser, por breve período, o sedã mais rápido até então fabricado.

Giulietta 116 (1981)


 
O Giulietta da série 116 tinha todos os ingredientes para ser um sucesso, com excelente suspensão, tração traseira, desenho diferenciado e uma grande variedade de motores de quatro cilindros e duplo comando de válvulas. Foi o sucessor do famoso Giulia Berlina, mas o sucesso não foi transmitido a este modelo, devido à falta de qualidade do aço utilizado na sua construção. A “cereja do bolo” era o Giulietta Turbodelta com 168 cv.

33 Quadrifoglio Verde (1986)


 
Apesar do fato da Alfa Romeo produzir a 33 com injeção eletrônica, a versão 1.7 Quadrifoglio Verde ainda utilizava carburador duplo, e tinha 114 cv. Ajudado pela necessidade dessa versão competir com o Golf GTI e 205 GTI, ambos já de injeção, este modelo ficou marcado de maneira negativa logo no nascimento, apesar da sua excelente construção e dirigibilidade.


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