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Os 10 carros de competição mais incomuns de todos os tempos

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A maioria dos carros de competição segue mais ou menos a mesma fórmula: motor potente num chassi leve, com quatro rodas e carroceria aerodinâmica. Mas nem sempre é assim, e de tempos em tempos surgem idéias geniais, ou nem tanto, que podem ter resultados práticos nem sempre satisfatórios. É a tentativa de usar a criatividade e fugir do que os regulamentos inibem. AUTO&TÉCNICA selecionou 10 destes exemplos, que acabarm criando os 10 carros de competição mais incomuns de todos os tempos. Confira.

 

Rover-BRM Gas Turbine Car

Rover-BRM Gas Turbine race car

O Rover-BRM foi um carro de competição desenvolvido nos anos 1960 em parceria entre a Rover e a BRM (British Racing Motors). Até aí nada demais.  As duas tomadas de ar, uma de cada lado do cockpit, já denunciavam algo diferente. Debaixo do capô traseiro de alumínio estava -no lugar do motor normal- uma turbina a gás. Segundo Graham Hill, que experimentou o carro “era como pilotar com um Boeing 707 instalado atrás do cockpit”. A engenhoca produzia 150 cv e levava o carro aos  230 km/h. Esse Rover-BRM correu em Le Mans em 1963 e 1965, registrando em sua última participação um honroso 10o. ligar.

Tyrrell 012 “Boomerang”

a2

A Tyrrell 012 era um carro de Fórmula 1 pequeno e leve, com desenho avançado, que correu entre 1983 e 1984 e nas primeiras provas de 1985. Era leve por conta de seu chassi de fibra de carbono (pouco usado na época), mas não era competitivo. No GP da Áustria de 1983, correu com uma versão batizada de “Boomerang”, por causa do aerofólio traseiro que parecia, mesmo, um gigantesco bumerangue.

Golden Submarine

Golden Submarine race car

O “Golden Submarine”, ou “Submarino Dourado” era um carro de pista aerodinâmico, desenhado em 1917. Há quase 100 anos, se existia algo sem importância num automóvel, era a aerodinâmica. Enquanto o resto do mundo se engalfinhava na Primeira Guerra, os americanos Fred Offenhauser e Harry Miller estavam ocupados construindo o modelo, para ser pilotado por Barney Oldfield. O “Golden Submarine” foi projetado para ser aerodinâmico e seguro ao mesmo tempo, incorporando um “santoantonio” reforçado. A carroceria era leve, de alumínio, pintada de dourado.. Era muito caro para a época, e custou cerca de US$ 15 mil para ser feito. Participou de 54 provas, com 20 vitórias, dois segundos lugares e dois terceiros. Muito bom mesmo.

Brabham BT46B “Fan Car”

Brabham BT46B Fan car

A Brabham BT46 foi projetada pelo genial Gordon Murray para a temporada de 1978 da Fórmula 1. No GP da Suécia surpreendeu e participou com uma versão revisada, chamada de BT46B Fan Car (“fan” é ventilador, em inglês), que usava um recurso já usado no Chaparral 2J de 1970. Ela usava um imenso ventilador na traseira, praticamente um aspirador de pó gigante, mas não para arrefecer o motor, e sim criar um vácuo que colava o carro ao chão. Niki Lauda terminou em primeiro lugar, 30 segundos na frente do segundo colocado, e em seguida o carro foi  considerado ilegal e banido da categoria…

DeltaWing

Nissan Deltawing

O único carro atual da lista -sinal que a criatividade dos projetistas está em baixa- é este DeltaWing, que mais parece um daqueles carros de tentativa de quebra de recorde de velocidade. Foi criado em parceria por diversas empresas (entre elas a Nissan) e estreou nas pistas na “24 Horas de Le Mans” de 2012. Sai na 75a. volta por causa de um acidente. Em 2013 o DeltaWing retormou às pistas na “American Le Mans Series”, categoria P1. Não foi exatamente bem, pois foi o último colocado de sua categoria no final da temporada.

Tyrrell P34 seis rodas

Tyrrell P34 six-wheel race car

Esse é um clássico. A Tyrrell P34 de seis rodas é o mais famoso de todos os carros de competição incomuns.. Estreou no GP da Espanha de 1976 e se mostrou extremamente competitivo. A idéia era melhorar a aerodinâmica, reduzindo o arrasto na dianteira. Seus pilotos Jody Scheckter e Patrick Depailler fizeram a dobradinha no GP da Suécia, e Scheckter entrou para a história como o primeiro piloto a vencer uma prova de Fórmula 1 com um carro de mais de quatro rodas. Essa Tyrrell correu em 1977 também, mas acabou sendo abandonado na temporada seguinte. Não existia nenhuma empresa disposta a desenvolver os pneus aro 10 da dianteira.

Mercedes-Benz T80

Mercedes-Benz T80

Parece uma criatura do fundo do mar, mas esta Mercedes-Benz T80 foi uma obra genial que nunca pode provar sua capacidade. Foi desenhada por Ferdinand Porsche para quebrar o recorde mundial de velocidade, mas em 1939 a II Guerra estava chegando e o projeto foi esquecido. Acabou seus dias abandonado num depósito. Usava motor de 44.500 cm3, V12 (derivado de motor de avião), com 3,000 cv de potência. Estava estimado que o T80 chegaria aos 752 km/h!

SpeedyCop Upside Down Race Car

speedycop upside down race car

A “24 Horas de Le Mons” é uma brincadeira, corrida americana onde vale quase de tudo. É para carros feitos de maneira caseira, que disputam evento de endurance de 24 horas de duração. Alguns carros não custam mais do que US$ 500. O SpeedyCop é a sensação do evento, e ficou famoso em 2013, conhecido como “o carro de ponta cabeça”. Foi feito baseado num Ford Festiva 1990, usando a carroceria invertida de um Camaro 1999. Terminou em 98o. lugar entre 139 carross participantes.

Fórmula Indy de seis rodas

Pat Clancy six-wheel special

Em 1948, na “500 Milhas de Indianapolis”, um carro de seis rodas chamou atenção, construído por Pat Clancy e pilotado por Billy DeVore; terminou em 12o. lugar. As quatro rodas traseiras do carro eram movidas por dois eixos, conectados por uma junta universal. Esse carro fez sua última corrida em 1949, quan do foi convertido para a tradicional configuração de quatro rodas. Ficou lembrado por ser o único carro de seis rodas a correr em Indianapolis.

Chaparral 2J

Chaparral 2J

Este Chaparral 2J foi o inspirador da Brabham BT46B. Ele levou a idéia a extremos, usando duas hélices traseiras movidas por motores de 45 cv de potência cada, tirados de snowmobiles, para criar o efeito-solo necessário para “grudar” o carro ao chão. Mini-saias laterais de plástico e carroceria bastante fechada ajudavam a conseguir esse efeito. Ele era dois segundos mais rápido que os demais, mas tinha problemas de durabilidade. Estreou nas provas de Can Am de 1970 e foi abandonado em 1971.


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