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Os números que explicam – e derrotam- Felipe Massa

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Chegar à Fórmula 1 não é mais tão difícil quanto nos áureos tempos da categoria. Hoje a Fórmula 1 não reúne mais o que há de melhor em termos de qualidade de piloto, e em muitos casos vale mais o lado político ou quanto seu patrocinador vai injetar de dinheiro em determinada equipe para se conseguir uma vaga. Ou até mesmo o interesse de determinado país em sediar um GP.  A Fórmula 1 virou um programa de televisão, um show, onde provavelmente se lava muito dinheiro e onde se movimentam somas estratosféricas. 

felipe_massa

O brasileiro Felipe Massa, que anunciou o fim de sua história na categoria para este ano, fica no meio termo. Não foi grande o suficiente para ser inesquecível, nem tão obscuro a ponto de ser desprezado. Um piloto apenas razoável, que politicamente encontrou o caminho certo para ficar da Fórmula 1. Não teve o brilho dos ídolos, não se destacou por pilotagens geniais, não foi campeão e estabeleceu o indesejável recorde de, até hoje, ser o piloto que mais largou sem conseguir uma vitória sequer. Foram 128 GPs seguidos sem subir ao primeiro lugar do pódio.

Cruel e até injusta é a comparação com seus antecessores: Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna, que foram gênios. Carlos Pace foi ídolo e Rubens Barrichello deixou escapar a chance ao ceder uma vitória para Schumacher. Massa foi apenas burocrático: com carro bom andou bem, com carro ruim, nunca se superou. E ainda teve o azar do episódio da mola na Hungria em 2009. Teria que ter a mesma obstinação de Niki Lauda, por exemplo, para superar o flerte com a morte. Mas Lauda foi um só. Seria demais e incorreto cobrar isso dele.

Há pilotos com carreira mais curta na Fórmula 1, como François Cevert, Carlos Pace ou Ronnie Peterson, que não foram campeões mas deixaram o nome gravado na memória dos fãs da categoria pelo talento, vontade e determinação. Felipe Massa tem agora a chance, nos GPs restantes, de fazer história no automobilismo, de fazer algo realmente memorável. Sua última vitória foi no GP do Brasil de 2008, há distantes oito anos.

Na prática, o Brasil nada perde com sua aposentadoria. Quem perde é a Rede Globo -com cada vez menos interessantes transmissões dominicais- que provavelmente terá poucos argumentos para renovar suas cotas de patrocínio nos valores atuais. E infelizmente não há caminho aberto para outro piloto brasileiro. Nosso automobilismo se perdeu pelo caminho.

Vamos aos números:

22

A idade que tinha quando largou pela primeira vez na Fórmula 1, com a Sauber, no GP da Austrália de 2002.

 

41

Pódios até agora, o que lhe dá o lugar 21 entre os pilotos de todos os tempos, entre Mark Weber (42 pódios) e Riccardo Patrese (37).

11

Vitórias na carreira, todas elas na Ferrari, o lugar de número 27 entre os pilotos. No grid atual, seis pilotos venceram mais que Massa, acompanhado de Jacques Villeneuve e Rubens Barrichello.

242

Largadas na Fórmula 1, o nono lugar na história. Hoje, três pilotos -Jenson Button, Fernando Alonso e Kimi Raikkonen- disputaram mais GP

139

Corridas pela Ferrari. Só superado por Michael Schumacher.

128

Número de GPs disputados sem conseguir uma única vitória.

16

Pole positions, 18o. lugar, junto com Stirling Moss e Kimi Raikkonen.

4

“Barba, cabelo e bigode” (pole/vitória/melhor volta). Só 12 pilotos fizeram isso.

11

Vitórias pela Ferrari, o quarto piloto da marca italiana nesse quesito, o mesmo que Fernando Alonso. Michael Schumacher (72), Niki Lauda (15) e Alberto Ascari (13) fizeram mais pela equipe.

15

Melhores voltas, o mesmo que o tri-campeão Jackie Stewart, mas apenas o 21o. lugar na história.

2

Sua melhor posição no campeonato mundial, em 2008, quando perdeu o título para Lewis Hamilton por um ponto.

36

Pódios na Ferrari, atrás de Michael Schumacher, Rubens Barrichello e Fernando Alonso.

15

Poles na Ferrari, atrás de Michael Schumacher e Niki Lauda.

3

Equipes ara as quais correu na Fórmula 1: Sauber, Ferrari e Williams.

1

Um dos seis brasileiros vencedores na categoria. Os outros são Ayrton Senna, Nelson Piquet, Emerson Fittipaldi, Rubens Barrichello e José Carlos Pace.

 

35

Idade que terá ao deixar a Fórmula 1 no fim dessa temporada, no GP de Abu Dhabi.

800

Exatas 800 gramas era o peso da mola que se desprendeu da Brawn de Rubens Barrichello nos treinos para o GP da Hungria de 2009. De aço, com 12 cm, teve impacto de 152 kg no capacete do piloto, que estava a 280 km/h. A verdade é que depois desse episódio, Massa nunca mais foi o mesmo.

13

Grandes Prêmios disputados este ano até agora. Os resultados foram: Austrália (5o.), Bahrein (8o.), China (6o.), Rússia (5o.), Espanha (8o.), Mônaco (10o.), Canadá (abandono), Europa (10o.), Áustria (20o.), Inglaterra (11o.), Hungria (18o.), Alemanha 9abandono) e Bélgica (10o.).

1110

Pontos até o momento

0

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