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Peter Maier e seu GM de três rodas

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Peter Maier, aos 20 anos, foi um dos mais jovens desenhistas contratados pela General Motors. Após ver o trabalho de Maier exposto no “New York World’s Fair” de 1964, Bill Mitchell ofereceu-lhe um trabalho de três meses no “Programa de Verão” da GM. No meio desse estágio, foi oferecida a Maier a possibilidade de integrar a equipe de design da General Motors, em tempo integral. Além da GM, Ford e Chrysler também lhe ofereceram trabalho, mas Maier quis continuar na General Motors.
 

Em 1966 foi pedido a Peter Maier e a um grupo de jovens designers o projeto de um veículo de três rodas. O desenho de Maier é o que recebeu mais votos, e a construção de um modelo em argila começou em 1967. Este desenho é considerado um sucesso do General Motors Design Technical Centre e, mesmo hoje, é considerado pelos historiadores de automóveis como o mais impressionante e inovador protótipo de um veículo de três rodas alguma vez executado.


 
Apesar de não haver informações sobre a motorização que equiparia o protótipo, parece, segundo o desenho a raio-x, que seria um motor de seis cilindros em linha inclinado, montado na zona frontal/central do veículo. A suspensão seria independente, nas três rodas, com duas molas em cada roda da frente. O chassi seria construído em aço, e havia espaço para dois ocupantes, com a traseira seguindo as linhas semi-Kammback, ou seja, com um corte vertical abrupto. Como era apenas um exercício de criatividade, não passou do modelo em escala que mostramos aqui.

No ano seguinte, Peter Maier subiu na hierarquia da GM e passou a ser designer senior da Cadillac, Pontiac e Chevrolet. De todos os desenhos de automóveis de produção em que Maier esteve envolvido, os Cadillac Seville e Eldorado de 1980, foram os que mais sucesso obtiveram na história da General Motors.

Os dois modelos foram concebidos em 1977 e, na época, o Cadillac Seville era considerado bastante controverso para o público americano, no entanto, Maier e a sua equipe convenceram a administração da empresa para avançar com a produção. A história do design automotivo ficou marcada pela primeira vez em que um cupê de duas portas e um sedã de quatro portas foram desenhados para compartilharem o mesmo chassi e, por isso, tinham exatamente o mesmo comprimento, o que era pouco usual.

Ambos dividiam o capô, pára-brisa, para-choques da frente e traseira e painéis internos. Estes componentes eram ainda partilhados com Oldsmobile Riviera e Toronado, também de 1980, algo que salvou a GM de gastar milhões de dólares no desenvolvimento de novas peças e ferramentas.

Peter Maier saiu da GM em 1980, recebendo vários convites de grandes marcas automóveis para integrar as suas equips de desenho, mas Maier decidiu seguir o seu sonho de pintar quadros, e apesar de não ter nenhuma galeria para representá-lo, conseguiu vender mais de 400 trabalhos.

Atualmente dá continuidade à sua carreira artística, sendo sempre convidado para eventos como o SEMA e Salões de Automóvel, onde apresenta as suas novas obras de arte.


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