Pistas de testes… no teto das fábricas!

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Qualquer automóvel, moto ou caminhão, antes de ser lançado no mercado, necessita ser testado em várias condições, para o fabricante se certificar que tudo funciona com perfeição, ou pelo menos quase isso. Uma das melhores maneiras de testar um automóvel, é efetuar esses testes numa pista dedicada para isso, antes ir para as ruas e, foi assim que foram construídas as pistas de testes dos fabricantes. No Brasil, a GM tem a sua em Indaiatuba (SP) e a Ford infelizmente está descontinuando a sua de Tatuí (também no Interior de São Paulo).


Tudo começou quando os irmãos Dodge deixaram de colaborar com Henry Ford e começaram a construir os seus próprios automóveis, em 1914. Uma das primeiras coisas que fizeram, foi construir uma pista de testes, junto à fábrica da Dodge. O piso era de madeira e tinha até uma subida íngreme, para simular o aclive de uma serra.

Esta foi a primeira pista de testes do mundo. Várias outras marcas se seguiram, como a Ford e a Packard e mais tarde a General Motors e a Chrysler. Mas, nem todas as empresas tinham a possibilidade de utilizar os terrenos vizinhos para a construção de uma pista, nascendo assim a ideia de construir uma pista de testes no teto das fábricas, apesar de ser uma prática pouco comum. AUTO&TÉCNICA mostra três fábricas quem têm ou tiveram sua pista de testes no telhado.

Fábrica da Fiat em Lingotto (Turim)


Esta é das pistas de testes mais famosas, localizada no centro da cidade de Turim e imortalizada no filme “The Italian Job” (“Um Golpe à Italiana”, no Brasil). Esta fábrica de quatro andares e meio quilômetro de comprimento, foi desenhada por Giacomo Mattè Trucco, em 1916, e terminada em 1923.

Uma pista de testes na cobertura: a arquitetura industrial da ...

A construção dos automóveis iniciava-se no térreo e continuava por vários andares, até serem finalizados no quarto andar e, então, saiam para a pista, para serem testados. Posteriormente, desciam para a rua, por meio de duas rampas. A produção de automóveis terminou ali em 1979, com a construção da fábrica de Mirafiori. A antiga fábrica foi transformada em hotel, shopping center e sala de convenções, mas a pista foi mantida intacta pelo seu valor histórico!

Palácio Chrysler, em Buenos Aires


Em 1928, o distribuidor da Chrysler na Argentina inaugurou o Palácio Chrysler. Um lindíssimo edifício de três andares, com várias utilidades, que incluíam estande de exposição, escritórios administrativos, depósito e local onde eram montados os automóveis Chrysler recebidos na Argentina em CKD.

Palacio Alcorta - Alchetron, The Free Social Encyclopedia

O edifício foi desenhado por Mario Palanti para Julio Fevre, que tinha os direitos de representação da Chrysler na Argentina. O mais interessante do edifício era a sua pista no telhado, onde na zona central poderiam estar 3.000 pessoas a assistir às avaliações de automóveis, assim como outras ac\tividades.

Em 1990, após o cessar de produção de automóveis naquele local, o edifício foi adquirido por outra empresa, que o transformou em apartamentos e escritórios, substituindo o nome para Palácio Alcorta. Mas, ao contrário da fábrica de Lingotto, a pista foi demolida, sendo substituída por mais apartamentos e uma piscina ao centro.

Fábrica da Impéria na Bélgica


Impéria é uma marca de automóveis belga pouco conhecida, que teve a produção ativa de automóveis entre 1906 a 1957, fabricando os seus próprios automóveis, e ainda modelos de outras marcas, como a Hotchkiss, Adler e Superior-Triumph, além disso detinha também outra marca de automóveis de luxo, a Minerva.

A Impéria também parceria com a Avions Voisin. Além de bastante inovadora, a Impéria também produziu diversos automóveis de competição, mas, durante mais de 20 anos, os seus automóveis eram testados nas estradas. Isso até 1928, quando decidiu construir uma pista de quase 1 km no teto da fábrica.

Imperia car factory – Off-Limits

Hoje, apesar da marca ter anunciado o retorno em 2009 e do atual proprietário planejar demolir a fábrica original, esta continua inativa e com parte da pista existente. A torcida é que a marca volte um dia e que, pelos menos, o que resta da pista, seja mantida.


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