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QUANDO A GM TRANSPORTOU SEUS CARROS EM PÉ

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Nos anos 1970, a General Motors, em colaboração com a companhia ferroviária Southern Pacific Transportation Company, fabricou um trem para transporte de carros pelos Estados Unidos. Até aí nada demais, se os automóveis não fossem levados em posição vertical.

O transporte de veículos de maneira rápida, segura e eficiente, foi durante anos uma das grandes preocupações da indústria automobilística. Há alguns anos, o transporte de carros não se parecia em nada com o que encontramos hoje, e as grandes montadoras gastavam milhões de dólares para cumprir os prazos combinados com as concessionárias e com os clientes.

Uma idéia interessante foi a da GM com a Southern Pacific (que depois foi absorvida pela Union Pacific Railroad). As duas criaram um vagão de trem chamado Vert-a-Pac, capaz de transportar -a princípio- 18 carros, para depois aumentar isso para até 30 veículos. Os Vega foram escolhidos para esse tipo de locomoção.

A posição dos carros na vertical permitia aumentar o volume da carga transportada. Por outro lado, a perda da horizontalidade podia provocar danos sérios nos automóveis, devido ao
vazamento de todos os líquidos (óleo lubrificante, fluido de freio, óleo do câmbio, água do sistema de arrefecimento, ácido da bateria e outros). A GM levou isso em consideração e produzia os Vega com soluções que evitam isso.

O Vega não era um campeão de vendas antes da crise do petróleo (saiu de linha em 1970), e
tampouco vendeu bem depois. Ter que redesenhar alguns pontos do carro para poder transportá-lo assim o deixou mais caro. E não foi só o sistema para manter todos os líquidos; a construção dos vagões especiais não custou barato e foi embutida no preço final do modelo.

O cárter, por exemplo, era selado em toda sua estrutura, impedindo que o lubrificante chegasse aos cilindros. As baterias tinham tampas especiais, que evitavam a perda do ácido e o reservatório do pára-brisa tinha formato que fazia a água permanecer em seu interior, independente da posição do veículo.

Além disso, as partes mais expostas do Vega eram protegidas por revestimentos plásticos removíveis, que evitavam riscos e amassados. Uma vez colocado na vertical, o Vega era preso à plataforma móvel do trem por quatro ganchos, que garantiam a fixação correta e nenhum dano até a entrega.


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