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Senna na Lotus: cinco curiosidades

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Há 32 anos, Ayrton Senna fez sua última prova pela equipe Lotus, no GP da Austrália, em Adelaide. Durante as três temporadas na Lotus, Senna conseguiu seis vitórias e vários pódios, no entanto, abaixo da sua expectativa, que eraconquistar o campeonato mundial de Fórmula. AUTO&TÉCNICA traz cinco fatos pouco lembrados da passagem de Ayrton Senna pela Lotus.


 

Cinco factos que desconhece sobre a passagem de Senna pela Lotus


1 – Durante os três anos na Lotus, Senna conquistou 22 pódios, enquanto todos os seus companheiros de equipe alcançaram apenas três no mesmo período


 

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E outra curiosidade inserida nesta, é que nos três pódios alcançados pelos seus companheiros de equipe, Senna não esteve fazendo companhia em nenhum deles. Os seus parceiros de equipe de 1986 e 1987, Johnny Dumfries e Satoru Nakajima, respectivamente, nunca atingiram o pódio. Somente Elio de Angelis, que teve a sua última temporada completa na Fórmula 1 em 1985, conseguiu uma vitória e dois terceiros lugares, além de um quarto lugar, logo nos primeiros quatro GPs daquele ano. Senna só conseguiu os primeiros pontos em Portugal. O brasileiro subiu ao pódio com um companheiro de equipe pela primeira vez no GP de San Marino, em 1988, já na McLaren, quando venceu e Alain Prost terminou em segundo.
 
2 – Senna não foi o último piloto a conquistar pontos nos Lotus da John Player Special

Ayrton Senna: Johnny Dumfries e Ayrton Senna, Lotus 1986


 
Johnny Dumfries só competiu na temporada de 1986 da Fórmula 1. Era o piloto número dois da equipe JPS Lotus e conquistou apenas três pontos, ao contrário de Senna, que fez 55 pontos. O nome verdadeiro de Johnny Dumfries é John Crichton-Stuart, sendo ele o sétimo Marquês de Bute. Em 1984 venceu 10 das 17 corridas da Fórmula 3 britânica, ficando à frente de Senna. Fez parte também da equipe Jaguar, vencedora da edição de 1988 da “24 horas de Le Mans”, formando o trios com Jan Lammers e Andy Wallace. Mas o que aqui interessa foi o sexto lugar alcançado por Johnny Dumfries no GP da Austrália, a única vez que ficou à frente de Senna, que tinha desistido na volta 43, e foi a última vez que um carro de Fórmula 1 patrocinado pela John Player Special somou pontos, antes das marcas de tabaco serem banidas da modalidade.
 
3 A última vez que Senna utilizou o macacão da John Player Special não foi numa prova de Fórmula 1
 

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Alucinado por carros, Senna muitas vezes se divertia fora da Fórmula 1, como no teste de Fórmula Indy pela equipa Penske em dezembro de 1992 (junto com Emerson Fittipaldi) ou a Race of Champion no circuito de Nurburgring, com um Mercedes-Benz 190E 2.3-16, em maio de 1984 (quando derrotou todos os pilotos de Fórmula 1 da época). Num certo dia de novembro de 1986, Senna passou de piloto de Fórmula 1 para piloto de rali, para um teste da extinta revista britânica “Cars and Car Conversions”. Os carros testados por Senna eram um Ford Sierra Cosworth Grupo N, um Vauxhall Nova Grupo A, um Ford Escort V6 GA 4WD, Volkswagen Golf GTI 16v Grupo A e um MG Metro 6R4 Clubman de Grupo B. Senna esteve ali também para aprender como pilotar carros de rali, e fez isso sem ajuda de ninguém. Chegou, inclusive, a bater o Escort numa árvore.
 
4 – A única temporada onde Senna não obteve uma volta mais rápida foi enquanto estava na Lotus

Carros de Ayrton Senna desfilarão no Ibirapuera em evento gratuito | VEJA  SÃO PAULO


 
Ayrton Senna ficou para a história do automobilismo, pois encontra-se ainda hoje no Top 10 do número de corridas ganhas, Pole Positions, pódios e nos Grand Slam, que consiste no piloto obter a Pole Position, liderar de ponta a ponta, obter a volta mais rápida e ganhar o GP. No entanto, no que consiste unicamente nas voltas mais rápidas dos GPs, Senna fica fora do Top 10. Além disso, existe uma temporada onde Senna não conseguiu uma única volta mais rápida, e essa temporada foi a de 1986.
 
5 – GP da Itália de 1988 não foi a primeira vez que um problema pós-corrida para Senna levou a Ferrari a fazer dobradinha

Vídeo mostra acidente envolvendo Lotus de Ayrton Senna | VEJA


 
Nas duas épocas em que Gerhard Berger e Michele Alboreto foram companheiros de equipa na Ferrari, só foram ao pódio juntos por três vezes. Duas delas como primeiro e segundo lugares, com Berger na frente, e em ambas Senna esteve indiretamente envolvido. Em Monza, na McLaren, foi posto fora da liderança de uma corrida ganha por Jean-Louis Schlesser. A outra vez em que houve algo idêntico foi no GP da Austrália, em 1987, quando Senna tinha terminado a corrida em segundo, atrás de Berger e à frente de Alboreto, mas foi mais tarde desclassificado porque os de ar para ventilação dos freios estavam fora de medida no seu Lotus 99T, dando para Ferrari a dobradinha.


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