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Seu carro antigo é um clássico? Nem sempre

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É comum encontrarmos carros antigos ou mesmo carros velhos anunciados em sites como Mercado Livre ou OLX rotulados de “clássicos”. Na lista, incontáveis Fusca e Opala. Não é bem assim. O carro pode ter inúmeras outras classificações e definições, raramente utilizadas no Brasil. Existem parâmetros internacionais, definidos pela FIVA (Federação Internacional de Veículos Antigos, ou Federation Internationale des Vehicules Anciens), fundada na França em 1966 e hoje sediada na Bélgica.

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A FIVA é o organismo que controla esse assunto. Representa mais de 60 organizações de veículos históricos espalhados por 40 países, e é a única organização internacional do tema aceita pela UNESCO. O principal objetivo da FIVA é contribuir para a preservação e uso de veículos motorizados com mais de 23 anos, tratados como “veículos históricos”.

As atividades principais da FIVA são: identificar e classificar todos os veículos históricos; providenciar a ligação entre clubes e grupos de entusiastas internacionalmente; promover ralis, concursos e eventos turísticos em todo o mundo (quase 100 por ano) e estimular o interesse geral na preservação do patrimônio automotivo e automobilístico. A Federação Brasileira de Veículos Antigos é filiada à FIVA desde 2009.

Confira as resoluções da FIVA sobre carros antigos:

         Qual a definição de “Veículo Histórico”?

Os “Veículos Históricos” são veículos de rua acionados mecanicamente, com pelo menos, 30 anos de idade (ou seja, fabricados até 1987), sendo conservados e mantidos em condições corretas do ponto de vista histórico, não sendo utilizados como meio de transporte do dia-a-dia e que fazem, por essa razão, parte da herança técnica e cultural.

Qual a definição de “Veículo Antigo”?

O termo “Veículo ANtigo” se refere à idade do veículo. É uma classificação objetiva, mas que se tem revelado insuficiente, à medida que o critério da idade permitiu a abrangência cada vez maior de veículos. A palavra “antigos” foi a escolhida quando começaram a surgir as primeiras manifestações no sentido de preservar veículos obsoletos em termos tecnológicos, mas de alguma valia histórica ou afetiva.

Qual a definição de “Veículo Clássico”?

Esta é a  definição mais abrangente. Por clássico entende-se algo que não sai de moda, devido às suas características de qualidade (tecnologia, desenho, utilização etc), pela sua importância histórica, raridade -ou exclusividade- e, mesmo, pela sua importância afetiva (o bom e velho carisma). Aqui, a idade conta muito pouco, ou mesmo nada, já que existem automóveis e motos em produção atual que podem ser incluídos nesta categoria, como os Morgan.

Alguns dos veículos que podemos incluir nesta classificação serão antigos apenas dentro de algumas décadas, outros poderão até ser considerados históricos, mas todos se destacam pela forma como se distinguem da produção corrente de veículos motorizados. O que pode ser clássico num determinado contexto e mercado, pode ser desprezado em outro.

 

          Quais as categorias FIVA de Veículos Históricos?

Classe A – Pioneiros
Veículos construídos antes de 31 de dezembro de 1904

Classe B – Veteranos

Veículos construídos entre 1 de janeiro de 1905 e 31 de dezembro de 1918

Classe C – Vintage

Veículos construídos entre 1 de janeiro de 1919 e 31 de dezembro de 1930

Classe D – Pós-Vintage

Veículos construídos entre 1 de janeiro de 1931 e 31 de dezembro de 1945

Classe E – Pós-Guerra

Veículos construídos entre 1 de janeiro de 1946 e 31 de dezembro de 1960

Classe F

Veículos construídos entre 1 de janeiro de 1961 e 31 de dezembro de 1970

Classe G
Veículos construídos entre 1 de janeiro de 1971 e o limite de cada filiado FIVA (em geral 25 ou 30 anos)

Clássicos do Futuro (ou Pré-Clássicos)

Veículos com mais de 20 anos

 

Qual o estado ou condição dos veículos segundo a FIVA?

Classe 1 – Autênticos
Veículo original tal como foi produzido, pouco deteriorado, em estado absolutamente original, incluindo acabamentos interiores e exteriores, com excepção dos pneus, velas, bateria e outros elementos perecíveis.

Classe 2 – Originais
Veículo utilizado sem nunca ter sido restaurado, dispondo de um historico contínuo, em estado original, embora eventualmente deteriorado. As peças que se deterioram normalmente pelo uso podem ser substituídas por peças com a especificação da época. A pintura, detalhes exteriores e revestimentos podem ter sido refeitos.

Classe 3 – Restaurado
Um veículo que foi totalmente ou parcialmente desmontado, reparado e montado de novo, com pequenas alterações relativas às especificações de origem do fabricante no caso de indisponibilidade de peças ou materiais. As peças originais de fábrica devem ser utilizadas, sempre que disponíveis, mas podem ser substituídas por outras com a mesma especificação. Os acabamentos interiores e exteriores podem ser recentes, mas dentro do possível de acordo com as especificações da época.

Classe 4 – Reconstruídos
Peças de um ou mais veículos do mesmo modelo ou tipo, montadas num só veículo e mantendo o máximo possível as especificações do fabricante. As peças podem ser reproduzidas durante a reconstrução ou feitas fora do período (tais como carroceria, bloco do motor, câmbio ou qualquer outra peça que não contenha identificação). Acabamentos interiores e exteriores devem ser de acordo com as especificações da época.

 

          Qual a definição de cada veículos

Standard
Veículo de série tal como foi entregue pelo fabricante. Para as Classes de 2 a 4 que vimos acima, as opções, pequenas modificações e acessórios disponíveis no mercado na época de fabricação são aceitáveis.

Modificações da época
Veículos especialmente fabricados ou modificados na sua época, para um fim especifico. Por isso tem interesse histórico especifico.

Tipo X – Excepções
Veículo que foi modificado a partir do seu modelo standard de produção, fora de época. Deve recorrer-se a peças do período apropriado ou fabricadas especialmente dentro da mesma especificação (desenho, materiais e utilizações).

Reproduções (Réplicas)
Veículos produzidos fora da sua época, com ou sem peças originais, imitando um modelo de época. Tal veículo deve ser identificado claramente que se trata de uma reprodução.

Futuro-Clássico
Definição que varia de país para país, que se destina em geral a veículos com mais de 30 anos (como no Brasil) e que ainda não se enquadram dentro de nenhumas das demais categorias. Apesar de poderem ter mais de 30 anos, apenas serão considerados futuro-clássicos veículos com real interesse de coleção, bom estado de conservação e que não se destinem a uso diário.

Dentro desta categoria apenas cabem veículos que se diferenciem dos outros por determinadas características. Por exemplo, um Ford Escort L não se enquadra, mas um Escort XR3 tem algum interesse pela sua maior exclusividade.


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