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TEST DRIVE: Hyundai New Azera, o coreano que podia ser alemão

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Quando se fala em sedã de luxo, de imediato você pensa em Audi, BMW ou Mercedes-Benz. Pois pode incluir tranquilamente nesse seleto time o Hyundai Azera. Avaliar o New Azera 3.0V6 2016 foi uma boa surpresa. O carro é vendido aqui no Brasil desde 2007 então na quarta geração, lançada na Coréia do Sul em 2005, passou por evoluções e, agora, nesta última versão –apresentada em 2011- traz retoques de estilo, que o deixou mais atraente e elegante na linha 2016.

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A primeira geração do Azera surgiu em 1986, mas era apenas um Mitsubishi Debonair rebatizado; ficou em linha até 1992. A segunda geração (1992-1998) também era o Mitsubishi Debonair; a terceira (1998-2005) dividia plataforma com o Kia Opirus; a quarta (2005-2011) foi a que começou a ser vendida aqui e, por fim, a geração atual, que consumiu US$ 450 milhões em desenvolvimento da marca coreana. O Azera teve outros nomes nesse tempo: Grandeur, XG25, XG30, XG300, XG350, Grandeur XG e The Luxury Grandeur, conforme o mercado.

Já teve também vários motores. Começou a ser vendido aqui no Brasil com o 3.3V6 de 265 cv a 6.000 rpm e 31 mkgf a 3.500 rpm; depois, em 2010 passou a usar o Lambda II MPI 3.0V6 de 250 cv a 6.400 rpm com 28,8 mkgf a 4.700 rpm, aplicado até hoje. Tem duplo comando de válvulas, 24 válvulas, bloco e cabeçotes de alumínio, variador de fase contínuo na admissão e no escapamento e coletor de admissão variável em três estágios, entre outros.

GRANDE

É um sedã de porte grande para as características do Brasil, com 4.920 mm de comprimento, 1.860 mm de largura, 1.470 mm de altura e entre-eixos de 2.845 mm, o que significa ótimo espaço interno para cinco ocupantes. O porta-malas é generoso, com 461 litros de capacidade. Para quem vai no banco traseiro, bastante conforto e espaço para as pernas, contando ainda com saída de ar-condicionado e cortinas retráteis nos vidros laterais e traseiro (este último com acionamento elétrico por meio de tecla no console; ao engatar a ré a cortina se recolhe e depois volta a cobrir o vidro).

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Trabalhando com o motor 3.0V6 está o câmbio automático de seis marchas, com trocas seqüenciais na alavanca, produzido pela própria Hyundai. Alguma desconfiança quanto ao funcionamento? Nada disso. É simplesmente irretocável. Não é um carro leve, com seus 1.581 kg, mas também não é nada exagerado quanto ao peso. O conjunto motor/câmbio permite acelerar de zero a 100 km/h em 8,8 segundos, suave e contínuo como se espera de um V6. A suavidade desse motor é um dos destaques do Azera.

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A marca não informa a velocidade máxima, mas chegamos a cronometrar, num momento de entusiasmo, 230 km/h. Dentro dos padrões corretos de medição, deve chegar na faixa dos 240 km/h, pois potência e aerodinâmica ele tem para isso. Pelo computador de bordo, o consumo em velocidade estável de 110 km chegou a 10,5 km/litro na estrada e 7,2 km/litro a cidade, correto para a proposta do modelo. A taxa de compressão elevada, de 10,6:1, garante o bom funcionamento mesmo com nossa estranha gasolina.

CONFORTO

O silêncio ao rodar é surpreendente, da mesma forma que o conforto tem perfeito equilíbrio com seu comportamento dinâmico. As suspensões tem calibragem correta, com sistema tipo McPherson na frente e multilink na traseira. Os pneus são 245/45R18V e o estepe é na mesma medida. A direção eletro-hidráulica e o volante de 380 mm de diâmetro privilegiam o conforto, e para quem gosta de andar mais rápido, a relação poderia ser um pouco mais direta. O sistema de freios usa discos nas quatro rodas, com 320 mm e 284 mm (frente/tras). Para manter tudo tranquilo para o motorista, há controle de estabilidade e de tração (que podem ser desligados). Já o freio de estacionamento é com acionamento elétrico, por meio de uma tecla no console, estando disponível ainda o assistente de partida em rampa.

A chave é do tipo “presencial” e a partida é feita por meio de botão; as maçanetas das portas dianteiras reconhecem a proximidade da chave, e com um toque nas maçanetas –num pontinho preto- as portas destravam. E mais : se os espelhos retrovisores externos estiverem recolhidos, a proximidade da chave faz com que voltem à posição normal. O grupo de instrumentos é correto e de fácil leitura, com a sua iluminação acesa o tempo todo.

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Os bancos dianteiros têm ajustes elétricos, com os botões de comando nas portas, como criou a Mercedes-Benz nos anos 1980. São duas práticas memórias para o motorista, que incluem altura e distância do volante, bancos e espelhos retrovisores externos. Quando se desliga o motor e abre a porta do motorista, o banco recua e o volante se ergue para facilitar a entrada ou saída. Volante e bancos dianteiros tem aquecimento, o que é um alento nos raros dias friorentos de inverno por aqui.

CONCLUSÃO

Resumindo: além do belo desenho, o New Azera é equipado com tudo que se exige nessa categoria, inclusive airbag de joelho para o motorista; dois engates Isofix no banco traseiro para cadeirinhas infantis; teto de vidro com teto solar e sistema multimídia com tela de oito polegadas. Os faróis são bi-xenônio, com LEDs. Por fora, em relação ao modelo 2011-2015, as diferenças estão nos parachoques, rodas e antena “tubarão” no teto.

Como dissemos no início, considere o New Azera ao cogitar a compra de um sedã de luxo. Por R$ 180 mil, oferece sofisticação, conforto, ótimo desempenho, consumo razoável e prazer ao dirigir, algo que está se tornando raro nos dias de hoje. A marca sul-coreana está mais do que solidifica aqui, com fábricas a retaguarda da Caoa e cinco anos de garantia total. Há poucos anos, comparar um carro coreano com um alemão seria verdadeira heresia. Hoje isso mudou.

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