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Test Drive: JAC J6, e por que não?

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As minivans já tiveram seu momento de glória no mercado de automóveis, não só no Brasil, como em outros países. Eram opção mais generosa em termos de espaço às wagons. Mas logo começou a febre das SUVs –de todos os tamanhos- o que atrapalhou a festa desses veículos tipicamente familiares.

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No Brasil, as wagons estão se tornando raras, e com Citroën Picasso e Renault Scénic fora de combate, existe um nicho a ser explorado,no qual está trabalhando bem a chinesa JAC, com o J6, a Chevrolet com a Spin e a Nissan com a Grand Livina.

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A minivan JAC J6 foi lançada no Brasil em 2011, e para 2014 passou por seu primeiro facelift, o que garantiu uma boa atualização no visual e na parte interna. O J6 foi um dos carros afetados pelas mudanças nas regras de importação e pelo bom desempenho de vendas da Chevrolet Spin, que hoje domina o segmento.

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Os carros monovolumes têm uma limitação natural no desenho, que inibe a criatividade os desenhistas. A J6 vai por esse caminho, mas ganhou frente toda nova, com faróis, grade e para-choque redesenhados. Apesar dos chineses não primarem pelo estilo sofisticado na esmagadora maioria de seus carros, o visual da minivan continua agradável.

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A grade ficou mais larga, com desenho que lembra o do compacto J3, assim como os faróis, que ficaram maiores e mais atuais. Na traseira, novo pára-choque e lanternas horizontais no lugar das verticais, com grande área de informações e que invadem a tampa do porta-malas, que também mudou e recebeu vidro maior.

POR DENTRO

Se por fora as alterações foram importantes, as mudanças por dentro não deixaram por menos. O redesenhado painel abandonou os detalhes na cor em prata, trocados por outros em preto brilhantes (o famigerado “black piano”, que fica sempre repleto de impressões digitais). Ao centro do painel, novos controles do condicionador de ar e do som; o volante é igual ao do J3.

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O som podia ser de melhor qualidade, mas é suficiente, e o grupo de instrumentos adotou novos marcadores, com conta-giros na esquerda e velocímetro na direita, mais indicações digitais de combustível e temperatura ao centro de cada um. Aqui um problema: o velocímetro é de péssima visualização, com números pequenos e apagados, de leitura difícil de dia ou de noite. Fácil de corrigir pela fábrica.

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O encaixe das peças plásticas está mais preciso, e a minivan oferece até certa percepção de refinamento. Os bancos são confortáveis, mas mereciam revestimento de melhor aspecto. Como se espera do compromisso de uma minivan, o espaço interno é tudo. E nesse quesito ela não fica devendo: teto alto, cinco ou sete lugares e bom espaço para os ocupantes, mesmo na última fileira, onde normalmente o espaço é reduzido; ali é possível acomodar dois adultos não claustrofóbicos. Uma vantagem da versão de sete lugares é possuir ajuste de encosto em todos os bancos, mais o mecanismo de rebatimento para acesso à última fileira simples de utilizar.

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Na versão com sete lugares, o porta-malas fica reduzido a apenas 190 litros, mas com os bancos do fundo removidos, a capacidade de carga cresce para 720 litros. Curiosamente, só a J6 de cinco lugares tem fixação tipo Isofix para assentos infantis. Para uma minivan, faltam alguns equipamentos, como computador de bordo, cruise control e ajuste de distância do volante, enquanto a central multimídia é oferecida apenas como acessório. Mas por outro lado, boas novidades são sensor de monitoramento da pressão dos pneus e faróis com acendimento automático.

MECÂNICA

A parte mecânica não mudou muito. Os engenheiros da JAC aumentaram a carga dos amortecedores e adotaram pneus de perfil mais alto (205/55-16 contra 215/45-17), para melhorar o conforto. O acerto mostrou-se quase correto, pois a suspensão dianteira não “conversa” muito bem com a traseira; a frente é mais macia e a traseira mais rígida. Mas nada que comprometa depois que você se acostuma. Um aspecto negativo é a frente, que é baixa e raspa em valetas e lombadas.

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Continua equipada com o mesmo eficiente motor 2.0 16V, de 136 cv de potência máxima e 19,1 mkgf de torque máximo a 4.000 rpm. É movido apenas a gasolina, mas a minivan flex deve chegar ainda este ano. Por ser de 16 válvulas, fica devendo um pouco em baixas rotações, exigindo trocas de marcha nas retomadas e ultrapassagens. O câmbio é manual de cinco marchas, que teve engates melhorados, mas sem a desejada opção automática ou mesmo automatizada, necessária nesse tipo de carro. Uma quinta marcha mais longa seria interessante. O JAC J6 acelera de zero a 100 km/h em 13,1 segundos e chega à velocidade máxima de 183 km/h.

CONCLUSÃO

Com porte e conjunto mecânico teoricamente superior aos dos principais concorrentes -Chevrolet Spin e Nissan Grand Livina- mais uma longa lista de itens de série, a minivan J6 é uma opção a ser considerada por quem busca esse tipo de veículo.

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E por que não?  Custando R$ 57.900 (cinco lugares) ou R$ 59.990 (sete lugares), ela oferece a incontestável vantagem da garantia de seis anos. Fica mesmo devendo a versão flex e transmissão automática, o que a transformaria numa boa dor de cabeça para os concorrentes.


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