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TEST DRIVE: T5 CVT, aceleramos o primeiro JAC automático

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Um dos fatores que inibia as vendas do JAC T5 era a falta de câmbio câmbio automático. Era, por que o eficiente SUV chinês passou a ser equipado com transmissão do tipo CVT. Esta é a grande novidade da marca para a linha 2017, com as vendas começando no início de dezembro.

por Marcos Cesar Silva e Ricardo Caruso

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Mais do que um item sofisticado, o câmbio automático era uma necessidade, pois representa cerca de 75% das vendas do segmento dos SUVs no Brasil e era esperada desde que o modelo foi lançado, no início deste ano.

Mas além da boa novidade do câmbio automático, o preço de R$ 69.990 é outro atrativo para acelerar as vendas; a JAC pretende vender 300 T5 por mês. Este é o mesmo da versão top de linha equipada com câmbio manual, e mais baixo que o dos concorrentes em suas versões mais básicas e com câmbio manual.

Para adaptar o sistema às condições brasileiras, vários protótipos rodaram por aqui durante meses, completando mais de 600.000 km em testes pelo Brasil. Entre as mudanças necessárias detectadas, foi feita nova calibragem no gerenciamento eletrônico, para proporcionar respostas mais rápidas ao acelerador.

CÂMBIO BELGA

Assim, ao anunciar a chegada do novo JAC T5 CVT, a JAC deu início a um novo capítulo de sua história no Brasil.  “Para realizar esse lançamento, conseguimos posicionar o T5 CVT em uma faixa de preços em que competem apenas concorrentes de entrada e com câmbio manual. Numa comparação direta com um dos principais players do segmento, o T5 é mais equipado e custa R$ 20 mil a menos! Temos grandes expectativas de vendas com esse carro”, afirmou Sergio Habib, presidente da JAC Motors. 

 A caixa de câmbio foi desenvolvida pela Punch Power Train, da Bélgica. O T5 CVT conta com três modos de uso: “D” – Drive, ou modo de condução normal, objetivando conforto e economia de combustível; “S” – Sport, ou modo esportivo, que conta com “trocas de marchas” em altas rotações, presumindo um melhor desempenho; “Sequencial ou Manual” – Nesse modo, o condutor comanda o instante em que quer realizar as trocas de marchas.

Por ser um câmbio CVT, que não possui “marchas reais”, mas uma relação continuamente variável, como nas velhas Mobilete. Essa caixa da Punch oferece seis marchas virtuais, que podem ser comandadas por uma pequena alavanca no console central identificada por “+” e “-”, ou trocas ascendentes e reduções, respectivamente.

O câmbio da Punch adotado pelo JAC T5 CVT também incorpora a função WIN, que permite melhor rendimento nas arrancadas em pisos escorregadios, como lama, por exemplo, à medida que bloqueia o câmbio numa relação mais longa para evitar que as rodas motrizes patinem.

MAIS NOVIDADES

 

Além da transmissão automática, outra novidade trazida pelo JAC T5 CVT em relação à versão com câmbio manual é o “cruise control”, ou controlador de velocidade, também conhecido popularmente como “piloto automático”, acionado por teclas no volante. 

 

Com o JAC T5 CVT, a proposta da marca continua sendo a mesma de seus outros modelos já apresentados no País: oferecer um carro bem recheado de equipamentos e mimos, e com menor preço quando comparado aos concorrentes. 

 

Um de seus diferenciais é o kit multimídia, fornecido pela Foxconn, com “mirror link” e tela de 8 polegadas, sendo que as dimensões dessa tela não são adotadas por nenhum outro SUV do segmento. Como ocorre na versão com câmbio manual, trata-se do item que mais irá se destacar aos olhos do consumidor, pois é totalmente intuitivo e em português, possui conexão HDMI e Bluetooth, leitor de MP3, entradas USB e SD Card e oferece a função “Link”, que permite conectar, espelhar e operar todas as funções de alguns modelos de smartphones ou tablets. O sistema incorpora ainda a câmera de ré.

 

E tem mais. Itens como ESP (controle eletrônico de estabilidade), TCS (controle eletrônico de tração), assistente de partida em rampas (HSA), EBD (distribuidor eletrônico de frenagem), BAS (assistente para frenagens de pânico), BOS (pedal “inteligente” de freio), que anula a aceleração quando os dois pedais são pressionados simultaneamente, e até luzes diurnas de LED compõem a vasta lista de equipamentos de série do T5 CVT.

 

Outros itens são o ar-condicionado digital e automático; vidros elétricos nas quatro portas, travamento central das portas e retrovisores com acionamento elétrico; alarme antifurto; TPMS (Tyre Pressure Monitoring System), sistema que identifica quando algum dos pneus está com calibragem 20% abaixo da recomendada e acusa no painel; banco traseiro com sistema Isofix para fixação de duas cadeirinhas infantis; sensor de estacionamento; abertura interna do bocal do tanque de combustível; direção com assistência elétrica; faróis de neblina dianteiros e traseiro; computador de bordo com hodômetro parcial, consumo médio e instantâneo (km/l), autonomia, velocidade média e tempo de viagem; faróis com regulagem elétrica de altura; banco traseiro bipartido 60/40; banco do motorista com ajuste de altura; cintos de segurança de três pontos e encostos de cabeça para os cinco ocupantes; freios a disco nas quatro rodas e rodas de liga leve aro 16. Um “pacote” dos mais generosos.

MOTOR 1.5

Equipado com o mesmo motor da versão com câmbio manual, 1,5 litro, com quatro válvulas por cilindro e variador de fase no comando de admissão (VVT), ele tem potência máxima de 125 cv a gasolina e 127 cv com etanol, a 6.000 rpm. O torque máximo é de 15,2 mkgf (gasolina) e 15,4 mkgf (etanol), ambos a 4.000 rpm. Por usar o avançado sistema bicombustível JetFlex, esse motor dispensa o uso do tanquinho de gasolina para as partidas a frio.

A JAC afirma que a aceleração de zero a 100 km/h é feita em 12,3 segundos (contra 10,8 s do câmbio manual), e a velocidade máxima caiu de 194 para 192 km/h. Os dados de consumo pelo padrão do Inmetro não foram divulgados.

 O preço de R$ 69.900 é promocional, segundo a JJAC, que não informa se vai ser mantido depois. Nessa condição, o T5 CVT está entre os SUVs automáticos mais baratos do mercado: custa um pouco mais caro que o Hyundai Tucson GLS 2.0, por exemplo (R$ 66.900), mas menos que o Peugeot 2008 Allure 1.6 (R$ 76.090), Ford Ecosport SE 1.6 (R$ 77.650) e Renault Duster Dynamique 2.0 (R$ 83.540). Os objetos de desejo do segmento, Jeep Renegade e Honda HR-V são bem mais caros.

CONCLUSÃO

Com excelente conteúdo de equipamentos de série e qualidade (é o melhor dos chineses vendidos aqui), o T5 ganhou fôlego com o câmbio automático CVT e deve ser considerado com alternativa ao que existe no mercado.

A JAC acertou em cheio ao optar pelo câmbio CVT, que engessa um pouco o desempenho mas traz o conforto que os compradores sempre pediram.

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