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TEST DRIVE: Toyota Hilux SRV 2.7 flex

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A nova geração da Toyota Hilux foi lançada no Brasil há cerca de um ano. Chegou mostrando características mais urbanas, comprovadas pelo visual moderno e imponente, e itens de conforto que a aproximam de um carro de luxo. Agora a picape deu outro salto, com o lançamento das versões flex na nova geração.

Isso vai agradar em cheio quem gosta desse tipo de veículo -e não são poucos- e querem rodar mais nas vias urbanos do que ir para estradas de terra levando carga na caçamba. Seu preço começa em R$ 111.700 na versão básica (cerca de R$ 120 mil a testada, SRV), na mesma faixa de preços de alguns sedãs médios nacionais, sendo ainda a a única picape média do mercado com motor flex e câmbio automático.

A Hilux sempre foi uma excelente picape, e tudo nela foi melhorado nessa nova geração. O câmbio, por exemplo, ganhou duas marchas, ficando com seis velocidades, bem superior à transmissão anterior de quatro marchas. O motor continua o mesmo bom e eficiente 2.7 flex de 163 cv de potência máxima e 25 mkgf de torque máximo. Não é exatamente o mesmo, pois foi recalibrado para “beber” menos, mas no dia a dia nota-se que ela continua devorando combustível, como não poderia ser diferente numa picape de quase duas toneladas.

Com etanol, fizemos cerca de 4 km/litro na cidade e atingimos o máximo de 7,1 km/litro na estrada. Na classificação do Inmetro ela tem nota C, com 4,8 km/l na cidade e 5,6 km/l na estrada, sempre com etanol.

Por outro lado, o desempenho é bom. “Cavalo come, cavalo anda; cavalo não come, cavalo não anda”. A Hilux acelera de zero a 100 km/h em 12,9 segundos, e isso se reflete nas retomadas de velocidade, claramente melhores que as anteriores, com a contribuição do câmbio automático. Os freios também evoluíram, com discos na dianteira e tambores na traseira.

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A transmissão tem funcionamento suave e silencioso, mas nas arrancadas deixa a sensação de que a Hilux é mais pesada do que realmente é (1860 kg); já em movimento, as reações do c6ambio e respostas são normais. Está ajustada para trocar para as marchas mais altas rapidamente em nome da economia, o que atrapalha um pouco a agilidade. Mas é uma picape, e não um esportivo, então tudo está certo. Há dois modos de condução, acionados por botões no console: o Eco, que deixa o comportamento entorpecido mas privilegia o consumo, e o Sport, que permite reações mais prontas. Ao passar em piso irregular com a caçamba vazia, a suspensão traseira não tem como disfarçar o eixo rígido, e pula como um bom e velho Dodge Dart.

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Com foco mais urbano e muito bem acabada e equipada, a Hilux mais parece um carro de luxo. Plásticos de qualidade, couro nos bancos e uma enorme tela multimídia, que lembra um tablet e conta com câmera de ré e som de qualidade. No banco traseiro o espaço é bom para três ocupantes, mas o encosto do banco é um tanto vertical. Por outro lado, o isolamento acústico é muito bom e as suspensões não transmitem as irregularidades do piso (exceto no caso que citamos antes, de caçamba vazia e piso ruim). A caçamba é ampla, generosa, com capacidade de carga de 850 kg e 1.036 litros.

O painel de instrumentos é de fácil visualização, com mostradores grandes e tela central com informações do computador de bordo. O ar-condicionado -com saídas para a traseira- é excelente e os bancos tem ajustes elétricos. A ergonomia é boa e o ambiente confortável. Os retrovisores são rebatíveis eletricamente. Em termos de dimensões, ela tem 5,33 metros de comprimento, 1,85 m de largura, 1,81 m de altura e entre-eixos de 3,08 m; o tanque é de 80 litros.

A versão testada, SRV, tem controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa e de reboque. O preço é de R$ 120.800. Resumindo, como ponto negativo apenas o consumo, como destaques positivos, estilo, a transmissão automática e o preço.

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